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Youtube corta monetização da Jovem Pan por desinformação eleitoral

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Youtube corta monetização da Jovem Pan por desinformação eleitoral

Reprodução

Programa Pingo nos Is da Jovem Pan

O YouTube desmonetizou ontem (23) os canais da Jovem Pan nas redes da plataforma . A empresa informou que não houve pedido judicial referente ao trabalho jornalístico da emissora, porém alega que durante o período eleitoral aconteceram “repetidas violações” das políticas de combate à desinformação.

O Youtube divulgou uma nota sobre a decisão: 

“O canal Os Pingos nos Is incorreu em repetidas violações das nossas políticas contra desinformação em eleições e nossas diretrizes de conteúdo adequado para publicidade, incluindo as relacionadas a questões polêmicas e eventos sensíveis, atos perigosos ou nocivos, além de outras políticas de monetização. Desta forma, suspendemos a monetização do respectivo canal e dos outros que integram a rede Jovem Pan no YouTube, de acordo com nossas regras.”

Um dos programas causadores da medida punitiva da plataforma foi o programa “Pingos nos Is” e devido a repetição de ‘infrações’ a decisão da empresa se estendeu a todos os outros do canal. 

O programa “Pingos nos Is” também é veiculado na TV e no rádio, porém a plataforma de vídeos do Google sempre apresentou uma grande audiência para o canal do programa, o que gerava receitas para o Grupo Jovem Pan com a monetização do YouTube. 

Um exemplo do sucesso do canal e falta da compromisso com a informação que pode desencadear em questões sociais mais sérias, aconteceu na exibição ao vivo de um programa no dia 1º de novembro deste ano, após a derrota de Jair Bolsonaro para Lula. 

O jornalista Paulo Figueiredo, correspondente nos Estados Unidos, alegou no início do programa que a invasão do Capitólio nos EUA, após derrota de Donald Trump para Joe Biden nas eleições americanas, não foi organizada por apoiadores de Trump. Figueiredo não apresentou provas do que disse e lidou o caso como uma conspiração da ‘grande mídia’.

Para ele, toda a ação teria sido um ‘hoax’ ou seja, uma armação para ‘tirar votos’ de políticos Republicanos trumpistas nas eleições para cadeiras no Senado e Congresso.

“Vou fazer uma comparação da invasão do Capitólio de Donald Trump com Jair Bolsonaro. Primeiro que a tal da invasão nunca aconteceu de fato. Pelo menos não por apoiadores de Trump. Foi uma grande falácia, um ‘hoax’ criado pela imprensa tradicional”, alegou o jornalista. 

O programa citado nesta matéria teve um número de 1,2 milhão de visualizações no Youtube. Até o momento a Jovem Pan não se manifestou sobre a decisão da plataforma. 

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