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Unobtainium: o conceito que inspirou o metal raro em Avatar

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Unobtainium: o conceito que inspirou o metal raro em Avatar


Lançado em 2009, toda a trama de Avatar gira em torno da humanidade viajar até uma lua chamada Pandora para extrair um metal extremamente raro e valioso. Conhecido como unobtainium, ele possui propriedades físicas que podem ser aproveitadas de diferentes maneiras, mas a sua exploração acaba criando o conflito com os Na’vi — os alienígenas que habitam Pandora.

E por mais que pareça um conceito da ficção científica criado para o filme, o unobtainium já existe desde a década de 1950, mas não como um elemento. Segundo o diretor e roteirista James Cameron, “sempre que os engenheiros não conseguem resolver um problema no projeto de um dispositivo ou sistema, eles dizem: ‘Bem, esta peça aqui precisa ser feita de unobtainium’. É o que você não pode ter na ciência dos materiais. É uma piada de engenharia”.

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Mas o que exatamente é esse material?

Pedras flutuantes de Pandora são uma consequência do unobtainium. (Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

Embora não seja possível afirmar quando a palavra unobtainium foi utilizada pela primeira vez, acredita-se que ela foi cunhada por James R. Hansen, engenheiro espacial da NASA. O primeiro registro oficial aconteceu em uma reunião de outubro de 1957, na qual Hansen teria dito que lamentava a falta de um material específico — que ele chamou de unobtainium — capaz de resistir a altas temperaturas.

A palavra “unobtainium” deriva de “unobtainable” (inalcansável), com um sufixo “ium”, comum para nomes de elementos químicos. Ela não se refere a um elemento específico, mas a um conceito que pode ser aplicado a qualquer elemento que teria as condições exatas para resolver problemas de engenharia. Em alguns casos, a palavra também pode se referir a materiais que realmente existem, mas são difíceis de obter.

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Em Avatar, unobtainium é um metal com uma propriedade que faz dele algo extremamente valioso: supercondutividade. Ela é basicamente uma característica capaz de anular — ou reduzir drasticamente — os efeitos do magnetismo, repelindo o campo magnético de outros elementos.

(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)(Fonte: 20th Century Studios/Reprodução)

E por que isso é tão importante que justifica fazer uma viagem até uma lua a 4,4 anos-luz da Terra? Os materiais que conhecemos e que possuem essa propriedade dependem de uma temperatura muito específica para isso. É o caso do alumínio, que para apresentar a supercondutividade precisa ser resfriado a uma temperatura de aproximadamente 1 K (cerca de – 272?°C).

Isso acontece porque a supercondutividade está relacionada com a passagem de elétrons através dos materiais. Em uma placa de alumínio, por exemplo, o elétron acaba se colidindo com os átomos que estão vibrando por conta da temperatura, diminuindo a condutividade. A temperaturas mais próximas do 0 K — ou zero absoluto —, os átomos diminuem a vibração e os elétrons sofrem uma menor interferência.

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O unobtainium de Avatar consegue atingir essa propriedade em temperatura ambiente — é a “explicação física” para as rochas flutuantes do filme. Poder trabalhar com um material que possui essa característica, sem precisar de uma temperatura tão baixa, poderia nos permitir criar condutores de altíssima capacidade. Seria um salto tecnológica similar ao proporcionado pelo reator Arc criado pelo Homem de Ferro, embora com uma aplicação diferente.


Fonte: Mega Curioso

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