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Trapezista morador do Grajaú é chamado para trabalhar no Cirque de Soleil nos EUA

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Marcos Porto deu aulas em projetos sociais, um deles o Circo Escola localizado no Grajaú. Foto: João Bertholini/Veja SP

Quem acompanha e gosta do mundo artístico, de performances culturais dificilmente não conhece o Cirque de Soleil uma companhia canadense que é considerada “a maior companhia de circo do mundo”, que produz espetáculos reconhecidos mundialmente que misturam artes circenses, teatros e musicais para entreter milhares de pessoas em diversos países e possui mais de 3.500 empregados em mais de 40 países, com diversos espetáculos apresentados simultaneamente em vários lugares e lucro anual estimado em mais de US$800 milhões.

E é nessa grande companhia que o trapezista Marcos irá se apresentar dentro dos próximos meses, como trapezista na temporada do espetáculo ‘O’, em cartaz no teatro do Hotel Bellagio, um hotel de luxo bem conhecido que se localiza em Las Vegas

Para isso, Marcos Porto terá que deixar o Grajaú, onde morou durante muitos anos para trabalhar em apresentações em Las Vegas nos Estados Unidos onde trabalhará durante 18 meses.

Além do talento e desenvoltura que demonstra e realiza no trapézio, Marcos foi aprovado pela grande disciplina que possui. Além das apresentações, na rotina de trabalho ele treina até sete horas por dia, todos os dias.

“Eu faço, todo dia, uma hora de cardio, duas horas de musculação pesada, uma hora de natação e pelo menos duas horas de aparelho,” diz Marcos.

A paixão pelas artes circenses começou cedo, aos 14 anos, ele descobriu o Circo Escola no Grajaú, um ponto importante da região, por indicação de um primo. Como não gostava de ficar na rua nem de jogar bola ele preferia ir ao circo. E assim desde aquela época, treina, dá aulas e faz apresentações em diversos lugares. Finalmente nesse ano, a carreira deu um salto maior.

“Quando vi que tinha conseguido, foi uma alegria imensa para mim, uma superação. Quase não acreditei. A emoção era de doer. Quando recebi o e-mail dizendo que tinha passado, desabei”, lembra.

Família

Marcos mora no Grajaú com a esposa, a filha e a mãe que o apoiou durante todos esses anos apesar de não gostar muito de ver o filho fazendo as acrobacias.

Nestes 25 anos de carreira, a mãe Alcena só conseguiu ver duas apresentações e passou mal ao assistir nas duas. “Ele fica bravo, porque ele me chamava para ir ao show e eu não ia. Eu tenho medo.Eu falo para ele. O homem não nasceu para voar. Ele não é pássaro para voar”, diz ela.

“Estou triste, porque vou ficar longe dele, mas estou feliz por ele. Imagina alcançar o que ele alcançou vindo da pobreza da gente. Criar ele sem pai, para ele depois chegar a ir para o Cirque de Soleil. Ele é um campeão”, comemora a mãe.

Marcos deseja juntar dinheiro até o fim desse ano para conseguir levar toda a família para morar com ele junto com ele nos EUA.

Os amigos e alunos de Marcos sentirão saudade, mas os exemplos ficam e servem de inspiração para muitos e muitas delas, principalmente para aqueles que aprenderam com ele em projetos realizados no Circo Escola.

Fontes: G1 e VejaSP

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