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Transformou o sonho em livraria especializada na Amazônia – 05/01/2023 – Cotidiano

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Obituários de Janeiro de 2023


Os últimos anos do livreiro Joaquim Rodrigues de Melo foram dedicados ao sonho de transformar uma banca, localizada no largo de São Sebastião, em Manaus (AM), em um pedaço da Amazônia.

Joaquim morava em Manaus desde os 11 anos. Seus pais, que eram analfabetos, mudaram-se da cidade amazonense de Tefé para a capital do estado em busca de um emprego melhor e de oportunidade de estudo para os filhos.

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Em meados de 2006, Joaquim adquiriu o espaço com o objetivo de transformá-lo em um sebo/livraria.

A mudança da Banca do Largo foi gradativa. Para isso, o livreiro uniu seu desejo à expertise.

Ele era graduado em ciências econômicas na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), especialista em história e historiografia da Amazônia e mestre em sociedade e cultura na Amazônia na Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

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Aos poucos, os jornais e as revistas comercializados na banca deram lugar a um rico acervo literário sobre a Amazônia.

O espaço passou a ser frequentado por turistas brasileiros e estrangeiros, por amantes da leitura e por escritores —entre eles estavam o ambientalista Ailton Krenak, que em 2019 lançou o livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, e o escritor amazonense Milton Hatoum, autor do romance “Dois Irmãos” (2000), adaptado para televisão, teatro e quadrinhos.

Fã de bossa nova, Joaquim também era produtor musical e comandava desde 2005 o Tacacá na Bossa, segundo a advogada Helena Melo, 35, uma das suas filhas. O projeto movimenta a cena cultural, com shows de artistas locais nas noites de quartas-feiras, entre abril e dezembro, no largo de São Sebastião.

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No dia 20 de dezembro, o livreiro sofreu um infarto. Após dias hospitalizado, ele não resistiu às complicações cardíacas e morreu na madrugada de 1º de janeiro, aos 64 anos.

“A banca era a vida dele, mas nunca esquecia os netos. Era muito carinhoso com eles. Meu pai era bondoso, interessado em ajudar estudantes e pesquisadores. Dava espaço aos escritores que queriam vender seus livros na banca. Sentimos orgulho por ele ser tão culto, estudioso e respirar cultura”, afirma a servidora pública estadual, Carmelita Vital, 44, sua filha.

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