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‘Segundo bissexto’: saiba o que é e por que ele está prestes a acabar

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'Segundo bissexto': saiba o que é e por que ele está prestes a acabar


Há mais de 2 mil anos, os seres humanos vêm usando a astronomia como fonte de informação para saber as horas. Com o passar dos séculos, este conhecimento foi se tornando cada vez mais exato, a ponto de hoje podermos obter informações precisas até sobre os segundos, utilizando como base o ciclo diário do Sol.

Porém, essa medida foi cada vez mais se diferenciando do Tempo Universal Coordenado (UTC), ou tempo civil, sendo necessário aproximar mais ambas as contagens de tempo. Surgiram, então, os “segundos intercalares”, também conhecidos como “segundos bissextos” — não confunda com anos bissextos! —, para padronizar os calendários civis. Legal, né?

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Acontece que isso está com os dias contados e os segundos bissextos devem deixar de existir já em 2035.

O que são os segundos bissextos?

(Fonte: Getty Images)

Você pode até achar que o tempo é contínuo e igual em todo o lugar, mas a ciência já provou que o tempo é relativo e depende de algumas variáveis, como a gravidade. Não vamos entrar em maiores detalhes, mas sugerimos o filme Interestelar para ter uma boa noção desta relação entre tempo e gravidade.

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Voltando à Terra, por aqui começamos a medir a passagem de tempo usando termos astronômicos, com um segundo equivalendo a uma pequeníssima fração do tempo que nosso planeta leva para girar em seu próprio eixo – cerca de 24 horas.

Porém, algumas décadas atrás, em 1967, o Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), localizado em Paris, passou a fazer essa medição usando relógios atômicos e deu origem ao Tempo Universal Coordenado. Em vez de medidas relativas ao movimento nosso planeta, passou-se então a usar como medida as vibrações de um átomo de césio 133.

Com as duas medidas apresentando resultados diferentes, o BIPM sugeriu então utilizar os segundos intercalares, também conhecidos como segundos bissextos, sempre que a diferença entre os tempos astronômico e universal, aquele medido com relógios atômicos, se aproxima de 0,9 segundos.

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O fim dos segundos bissextos

Embora a mudança seja insignificante para nós, a ponto de nem mesmo percebermos quando há essa disparidade entre os tempos medidos em termos astronômicos ou com relógios atômicos, o mesmo não se aplica aos nossos recursos tecnológicos.

Como essa diferença entre os dois relógios nem sempre acontece, a sincronização usando o segundo bissexto foi feita somente 27 vezes desde o ano de 1972, sendo a última em 2016. Assim, cronometristas em todo o mundo concordaram em parar de usar os segundos bissextos a partir do ano de 2035.

(Fonte: National Institute of Standards and Technology/Reprodução)(Fonte: National Institute of Standards and Technology/Reprodução)

Segundo especialistas, como é difícil prever quando exatamente haverá qualquer necessidade adicionar um segundo extra na contagem, é muito mais prático simplesmente adotar o UTC como medida de tempo oficial. Sem contar que, justamente por ter a necessidade de poder contar com algo mais confiável em tempo real, empresas de tecnologias em todo o planeta já optavam pela medição do Tempo Universal Coordenado há algum tempo, de qualquer forma.

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Assim, a partir 2035, os segundos bissextos deixarão de existir — pelo menos até segunda ordem, é claro.


Fonte: Mega Curioso

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