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Rede municipal de São Paulo tem maior aumento do Ideb no ensino fundamental 2, mas não atinge meta

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Rede municipal de São Paulo tem aumento do Ideb, mas não atinge a meta proposta para 2019

rede municipal da cidade de São Paulo teve o maior aumento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do País nos anos finais do ensino fundamental (6º a 9º ano), mas mesmo assim não atingiu a meta proposta para 2019. No ranking das capitais, liderado por Teresina, a cidade está em 10º lugar.

A capital tem a maior rede municipal do Brasil com mais de 1 milhão de alunos e enfrenta atualmente um impasse sobre volta às aulas presenciais por causa da pandemia do novo coronavírus. O prefeito Bruno Covas deve anunciar nesta quinta-feira, 16, se as escolas poderão ou não retornar em outubro, como autorizou o governo do Estado.

Nos anos iniciais (1º ao 5º) o Ideb da rede municipal ficou estagnado em 6,0, mas atingiu a meta. No entanto, ainda está muito longe de capitais como Teresina (7,4), Rio Branco, (6,7) e Palmas (6,6), cidades com orçamentos inferiores ao paulistano.

O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, acredita que os resultados seriam melhores caso a cidade não tivesse permitido a reprovação a partir da gestão de Fernando Haddad em todos os anos do fundamental 2. O Ideb leva em conta o resultado dos alunos em provas de Português e Matemática e ainda índices de aprovação e de evasão. Mesmo com a política, que não foi mudada na gestão atual, a aprovação na cidade nesse nível de ensino aumentou de 91,9% para 94,6%. A nota de São Paulo nos anos finais do fundamental cresceu 0,6, indo de 4,2 para 4,8. O mesmo aumento só foi registrado em Recife.

“Tem faltado à cidade a perseguição de um projeto educacional”, disse, argumentando que os prefeitos que assumiram ao longo dos últimos anos não deram continuidade ao trabalho dos anteriores, mudando principalmente políticas de avaliações.

Covas concorre à reeleição, mas entrou no cargo em 2018, quando João Doria resolveu concorrer ao governo. A cidade lançou nesta gestão o currículo de São Paulo, que dá as diretrizes do que deve ser ensinado. “É o mínimo de uma política educacional, agora é preciso colocá-lo em prática”, diz o secretário.

Segundo ele, todas as salas de aula terão computadores em que os professores poderão montar suas aulas com base no currículo e as habilidades esperadas dos alunos até o fim do ano. A pandemia do novo coronavírus, no entanto, para Caetano, pode colocar em risco muito do trabalho que vem sendo feito.

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