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Radialista gaúcho não perde uma olímpiada desde 1992 e prepara em Paris sua 9ª cobertura

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O professor de educação física, radialista e jornalista gaúcho de Santa Maria, Clery de Lima não perde uma Olimpíada desde os Jogos de Barcelona em 1992, quando começou a fazer a cobertura do evento esportivo. Faltando exatamente dois anos para os Jogos Olímpicos de Paris, Clery de Lima veio à França para preparar sua nona cobertura olímpica.

A paixão de Clery de Lima, atualmente com 71 anos, pelas Olimpíadas começou em 1991. Na época, ele acompanhou durante 87 dias os jogos da seleção brasileira de handebol masculina júnior na Itália, Alemanha e no Mundial da categoria na Grécia. Em Atenas, foi conhecer o estádio olímpico Panatenaico, se emocionou e decidiu que iria se preparar para ir e cobrir os Jogos de Barcelona no ano seguinte. “Fui e a partir daí busquei as condições para estar na sequência das Olimpíadas”, conta o radialista e professor de educação física, hoje aposentado.

Desde então, Clery de Lima cobriu todas as edições do evento. Quase não tinha patrocínio e financiou do próprio bolso as viagens. Ele também edita o jornal “Saúde pela prática”, um tabloide mensal gratuito de duas mil tiragens, e acha que tem uma missão como profissional de educação física. “Entendo a importância da necessidade da atividade física e busquei essa divulgação. Os Jogos Olímpicos são o apogeu, o sonho de cada um”, explica. Depois da aposentadoria na rádio de Santa Maria, o jornalista passou a fazer as coberturas olímpicas principalmente pela internet e redes sociais.

Nona Olímpiada

Ele diz que a chave do êxito de suas coberturas é o planejamento. Por isso, dois anos antes dos JO 2024, veio a Paris. Na capital francesa, se encontrou com representantes da embaixada do Brasil, visitou o comitê organizador e os locais de instalações esportivas, como a cidade de Saint-Ouen na periferia de Paris, que será a sede da delegação brasileira.

Pelo que viu, acha que Paris 2024 vai bombar e acredita que o Brasil vai fazer na capital francesa a melhor campanha olímpica de sua história. “O Brasil está subindo muito no quadro de medalhas e a tendência é melhorar, ficar entre os 10 primeiros colocados”, aposta. Nas últimas Olímpiadas, em Tóquio, em 2021, a delegação brasileira terminou em 12° lugar, com 21 medalhas, sendo sete de ouro, selando a melhor performance do país de todos os tempos.

Ele diz que o Comitê Olímpico Brasileiro, com as leis de incentivo, tem dinheiro para financiar a preparação dos atletas e ressalta que a inclusão de novas modalidades aumentam as chances do Brasil. “Com a entrada do skate, do surf, o Brasil tem gente capaz; nas outras modalidades coletivas também estão fortes. O Brasil deve conseguir acima de 20 medalhas”, prevê.

Políticas de lazer e esportiva

Mas para o ex-professor de educação física, somente o desempenho olímpico não é suficiente. “Não adianta ser um país essencialmente olímpico, tem de ser um país que atenda a população. E essa é a minha mensagem. Nós temos que ter o lazer das pessoas, que têm de se sentir satisfeitas e a atividade física, com a liberação do estresse, melhora porque é uma pressão muito grande. Estamos saindo de uma pandemia, com problemas de saúde mental. Tem de ter políticas de lazer e esportiva pelos governos municipais, estaduais e federal”, aconselha.

Clery de Lima pede a ampliação do esporte escolar. “Mais importante é ter uma população no esporte escolar, que a comunidade participe mais e seja fruto de uma boa base. Do bom desenvolvimento do esporte escolar vai aparecer futuramente a qualidade”, aponta.

Depois de Paris, o jornalista gaúcho tem como meta os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, completar 10 coberturas olímpicas e encerrar a aventura aos 77 anos. Durante todos estes anos, ele assistiu à evolução do evento. Os Jogos de Paris 2024 prometem mais sustentabilidade, inclusão e legado. Clery de Lima salienta, ainda, a valorização da diversidade. Ele acredita que no futuro haverá uma nova categoria para os atletas trans. Outras inovações possíveis, na sua opinião, são “uma medalha para o quarto lugar que também subiria no pódio” e várias cidades sedes. “Uma cidade só vai ser difícil comportar a evolução do esporte e do número de participantes”, conclui.

Fonte: Yahoo Notícias

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