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Preso por racismo, torcedor teve fiança paga pelo consulado argentino | Futebol

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Preso por racismo, torcedor teve fiança paga pelo consulado argentino | Futebol

Reprodução/Twitter

Torcedor do Boca foi detido na Neo Química Arena após fazer gestos racistas

O comerciante argentino Leonardo Ponzo, preso por racismo no duelo do Boca Juniors
contra o Corinthians,
na última terça-feira (26), foi solto  após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 3 mil.
No entanto, Leonardo não gastou nada para ser liberado. O valor foi pago pelo consulado argentino em São Paulo. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Veja abaixo galeria de fotos de Corinthians x Boca Juniors:

Ainda segundo o jornal, assim que souberam do valor da fiança, os funcionários do consulado argentino perguntaram onde haveria um caixa eletrônico do banco Santander, para poderem sacar a quantia necessária para a liberação de Leonardo Ponzo.
Segundo os funcionários do consulado, o torcedor não estava imitando um macaco e estaria apenas se coçando.

O presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB de São Paulo Robson de Oliveira, comentou sobre o caso:

“O ato praticado no estádio foi de injúria racial. Mas o STF (Supremo Tribunal Federal) equiparou em 2021 a injúria racial ao crime de racismo. Os crimes de racismo são inafiançáveis e imprescritíveis. Isso já é objeto de projeto de lei no Senado Federal. Eu não concordo com a decisão de determinar a fiança. Não deveria ter sido arbitrada”, disse Robson.

No entanto, o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), não entendeu o crime desta forma, e decretou um valor de fiança para o caso.

Vale lembrar que, após ser liberado da prisão mediante ao pagamento da fiança, Leonardo Ponzo, de 43 anos, voltou a ter atitudes racistas,  debochando de seu crime em uma rede social, e adicionando um emoji de macaco.

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