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Presidente do Cremerj é afastado por suspeita de assédio – 21/07/2022 – Cotidiano

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Presidente do Cremerj é afastado por suspeita de assédio - 21/07/2022 - Cotidiano

O presidente do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), Clovis Bersot Munhoz, foi afastado do cargo na noite desta quinta-feira (21), após ser indiciado pela Polícia Civil sob suspeita de assédio sexual.

A investigação da corporação tem como base uma denúncia que consta também em um processo trabalhista movido pela suposta vítima do médico contra um hospital da cidade do Rio de Janeiro na qual os dois trabalhavam. O caso foi revelado pelo jornal O Globo.

O Cremerj é a instância profissional encarregada de analisar a conduta do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, filmado colocando o pênis na boca de uma gestante que havia sido sedada para o parto em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

“Prezando pela lisura e pelo comprometimento com a transparência, o Cremerj informa que o conselheiro Clovis Bersot Munhoz, que atualmente ocupa o cargo de presidente do Conselho, decidiu, junto à diretoria, se afastar”, diz o conselho.

“Isso porque será aberta uma sindicância em seu nome para apurar a denúncia sobre assédio sexual veiculada na imprensa”, continua o texto.

Munhoz é ortopedista e traumatologista. A suposta vítima tem 26 anos e é técnica em enfermagem. A mulher relatou ter sido assediada pelo médico dentro do centro cirúrgico em junho de 2021. Segundo a denúncia, ele teria dito que ela era “muito quente”.

Em seguida, o médico teria indagado se a técnica em enfermagem era casada. Ao ouvir que sim, Munhoz, conforme as declarações da mulher, teria afirmado que, se ela quisesse trair o marido, poderia ligar para ele.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o inquérito, conduzido pela 9ª Delegacia de Polícia do Catete, foi encaminhado ao Ministério Público, que solicitou novas diligências à corporação.

O Cremerj afirma ter tomado conhecimento do processo trabalhista e da denúncia em agosto do ano passado, quando Munhoz ainda não era presidente da entidade. À época o médico era conselheiro do Cremerj.

“É fundamental ressaltar que tinha outras pessoas na sala [cirúrgica onde teria ocorrido o diálogo], que acompanharam todo o acontecido e que afirmam que Munhoz não praticou assédio contra nenhuma pessoa”, afirmou o conselho, em nota emitida antes do afastamento.

O Cremerj diz ainda que teve conhecimento de um procedimento na 9ª Delegacia de Polícia do Catete em desfavor do então conselheiro da entidade.

“Na época, foi instaurado procedimento administrativo no conselho e foi solicitado esclarecimentos (sic) a respeito do caso. Ele prestou todas as informações, frisando não ter proferido nenhuma das palavras ali mencionadas. Também informou que, no referido dia, havia feito outras cirurgias e que estavam presentes na sala outras pessoas, como médicos, enfermeiras e instrumentadores.”

Segundo o conselho, após apuração interna não foi encontrado nada contra o conselheiro, razão pela qual ele tomou posse na presidência da entidade em fevereiro de 2022. O Cremerj diz ainda que Munhoz tem se posicionado firmemente contra casos de assédio sexual.

“Como aconteceu recentemente com o caso Giovanni Quintella Bezerra, que foi suspenso provisoriamente do exercício profissional em menos de três dias após o conselho ter tido acesso às imagens absurdas recebidas”, afirma a entidade.

A reportagem tentou contato com o presidente do Cremerj, mas, via entidade, foi informado que o médico não estava no local. A assessoria de imprensa afirmou não ter o nome do advogado de Munhoz.

A Folha contatou também a clínica em que Munhoz atende. A informação dada foi que chamadas não estavam sendo passadas ao médico, e que era necessário deixar nome e telefone para contato posterior.

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