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Prefeitura de SP determina uso obrigatório de app para compra de uniforme escolar

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A Prefeitura de São Paulo instituiu uma nova prática para a aquisição de uniformes escolares para alunos da rede pública de ensino.

Agora, os pais dos respectivos alunos deverão baixar um aplicativo de smartphone, pelo qual a prefeitura dará um valor pré-determinado como crédito para que eles possam comprar, sem o uso de dinheiro vivo, as devidas roupas por meio de lojas parceiras credenciadas.

Ainda faltam alguns ajustes para a novidade entrar em efeito, mas basicamente, o funcionamento se dará da seguinte forma: a prefeitura vai liberar o valor de R$ 215 de crédito via aplicativo, para que os pais dos alunos compareçam à loja parceira e façam a compra em caráter digital.

A expectativa é a de que seja fornecido um código — que pode ser numérico ou QR Code — para confirmar a transação de forma segura e, com isso, abolir o uso de dinheiro vivo.

Os créditos são travados para essa finalidade específica, não podendo ser utilizados para outros meios.

No caso de famílias que não tenham smartphones com a devida capacidade de pagamento digital, um código será disponibilizado diretamente aos pais pela prefeitura.

Segundo o órgão, cerca de 660 mil estudantes fazem parte do sistema público de ensino da cidade de São Paulo.

Alunos da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo não devem mais receber os uniformes escolares em casa, como era feito nos anos anteriores: prefeitura vai inaugurar prática de pagamento por aplicativo de smartphone (Foto: Reprodução/Folha de São Paulo)
Alunos da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo não devem mais receber os uniformes escolares em casa, como era feito nos anos anteriores: prefeitura vai inaugurar prática de pagamento por aplicativo de smartphone (Foto: Reprodução/Folha de São Paulo)

Com isso, duas correntes se abrem: a primeira é a de que os uniformes poderão ser adquiridos ao longo do ano, de forma particionada.

A segunda é que os kits poderão ser melhor customizados às necessidades específicas da criança.

Anteriormente, a distribuição do uniforme era feita pela própria prefeitura, e consistia de um kit fixo: uma calça, um moletom, uma jaqueta, cinco camisetas, uma bermuda, cinco meias e um par de tênis.

“A inovação permite bloqueio contra fraudes, maior transparência e praticidade na prestação de contas”, disse a Secretaria Municipal de Educação, da gestão Bruno Covas (PSDB).

Alunos retornam às aulas na rede municipal em 5 de fevereiro de 2020, mas uniformes poderão ser adquiridos ao longo de todo ano (Foto: Reprodução/G1)
Alunos retornam às aulas na rede municipal em 5 de fevereiro de 2020, mas uniformes poderão ser adquiridos ao longo de todo ano (Foto: Reprodução/G1)

A nova premissa vem nos calcanhares do cancelamento de uma licitação da própria Prefeitura de São Paulo para a compra de uniformes, feita na última semana.

De acordo com o órgão na ocasião, foram encontrados problemas regulatórios em todas as fornecedoras que tentaram se cadastrar para o pleito.

A licitação previa um investimento de R$ 130 milhões para 660 kits de uniforme, mas avaliações técnicas descobriram problemas como roupas de baixa qualidade e tênis que machucavam os pés.

Como dissemos, ainda não há uma data especificada para que a mudança entre em efeito, mas a Prefeitura de São Paulo deve publicar, nos próximos dias, um edital com as especificações mínimas para o credenciamento de lojas para o fornecimento do material, seguido de outro edital informando qual será a empresa responsável pela administração do sistema do aplicativo.

Vale ressaltar: os alunos da rede municipal retornam às aulas em 5 de fevereiro de 2020, mas a Prefeitura não garantiu que os uniformes chegarão para eles a tempo.

Fonte: Agora SP

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