Siga-nos nas Redes Sociais


Bairros

Prefeitura cedeu a pedidos da categoria e decidem encerrar greve parcial em São Paulo

Publicado

dia:

Após a realização de uma assembleia na tarde desta sexta-feira (6), os motoristas e cobradores de São Paulo decidiram terminar a greve parcial que afetou a circulação de ônibus na cidade. O rodízio municipal de veículos segue suspenso nesta sexta.

O ex-presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) e deputado federal, Valdevan Noventa (PSC-SE), anunciou por volta das 15h30 o fim da greve em discurso em um carro de som para os manifestantes que se reuniam em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, no Centro da capital.

“Para esse momento está suspenso o nosso protesto, pois fomos contemplados com o que o trabalhador exigia e precisava, essa resposta à altura. O poder público cedeu porque vai pagar nosso PLR [Participação nos Lucros e Resultados] quarta-feira (11) e não tem demissão dos trabalhadores”, afirmou.

Segundo o sindicato, a Prefeitura atendeu às exigências da categoria. O prefeito Bruno Covas (PSDB) deve anunciar, em coletiva de imprensa marcada para esta tarde, os resultados da negociação.

A Prefeitura, segundo o sindicato, vai antecipar o repasse destinado às empresas de ônibus para que elas possam pagar a PLR aos funcionários. O valor é de cerca de R$ 40 milhões.

Após fecharem 24 dos 49 terminais da cidade em paralisação nessa quinta-feira (5), os motoristas entraram em greve nesta sexta-feira. Uma decisão da Justiça, no entanto, determinou que pelo menos 70% da frota de ônibus na capital fosse mantida nos horários de pico.

A categoria reivindica manutenção do número de ônibus em circulação, postos de trabalho, pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e manutenção dos cobradores nos ônibus. A Prefeitura, por sua vez, quer remodelar o sistema reduzindo a frota, tirando linhas sobrepostas ou com pouca circulação e pensa até em introduzir ônibus sem cobrador.

A paralisação é uma das consequências do impasse na reformulação do sistema de transporte público da cidade. Desde 2013, o sistema funciona com contratos emergenciais. Uma nova licitação foi feita, mas está barrada na Justiça, que considerou inconstitucional o artigo que ampliava de 15 para 20 anos o prazo contratual das concessões. As empresas que ganharam a licitação são as mesmas que já operam na cidade.

Pelo novo edital, a frota deve ser reduzida e os ônibus passarão a funcionar em três subsistemas. Cada subsistema depende do percurso atendido pelas linhas.

Embora os novos contratos ainda não tenham começado a valer, dados da SPTrans compilados pela TV Globo mostram que a circulação de ônibus em São Paulo já caiu nos últimos meses. Em maio, eram 14.318 veículos. No início de setembro, o número caiu para 13.711. Segundo o Sindmotoristas, até o final do ano podem ser 1.500 a menos.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse nesta quinta-feira que “o sistema de transporte vai ser reorganizado para que a gente possa dar mais agilidade”. “A gente não mede a qualidade do sistema pela quantidade de ônibus, mas pela rapidez que ele leva o trabalhador até o trabalho. Não dá para comparar o novo sistema com o antigo porque ele vai ser redesenhado na cidade de São Paulo”, explicou.

Publicidade
Publicidade

Siga-nos no Facebook

LEITORES ONLINE