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No horário eleitoral, Covas e Boulos destacam ações para a periferia e assistência social

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O prefeito e candidato do PSDB, Bruno Covas, e o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disputam segundo turno da eleição municipal em São Paulo

A três dias do segundo turno das eleições em São Paulo, os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) usaram sua propaganda eleitoral na TV para destacar ações voltadas para a população mais pobre e na área de assistência social. Os dois concorrentes ao cargo de prefeito tiveram maior proporção de votos na região do centro expandido no primeiro turno das eleições, e disputam votos na periferia.

Candidato à reeleição, Covas destacou programas da Prefeitura na área de segurança alimentar e o atendimento à população de rua durante a pandemia do coronavírus. Ele mostrou cidadãos atendidos pelo Cartão Merenda, que paga entre R$ 55 e R$ 100 a famílias de alunos da rede municipal de educação. Além disso, a propaganda mostrou moradores de rua que usam serviços de banho público e lavanderias, instalados durante a crise deste ano.

“A cidade decidiu que em primeiro lugar vem a vida, e nós não deixamos ninguém passar fome”, diz Covas durante a propaganda.

Já Boulos exibiu depoimentos de mulheres que o conheceram no Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), e hoje têm moradia em locais reivindicados pelo grupo. A propaganda traz fotos antigas do candidato jovem, magro, durante seus primeiros anos no movimento. “Hoje estou na minha casa, graças a Deus, depois do Boulos”, diz uma das entrevistadas.

Além disso, um dos trechos mostra o candidato no centro da cidade conversando com um morador de rua que pergunta sobre seus planos para combater a miséria na cidade. Boulos responde que o assunto foi uma das prioridades na sua vida.

A diferença entre os dois candidatos é de 11 pontos porcentuais, conforme a segunda pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão do segundo turno. Covas e Boulos têm, respectivamente, 48% e 37% das intenções de voto. Há ainda 4% de indecisos, e 12% pretendem votar nulo ou em branco. Se considerados apenas os votos válidos (excluídos brancos, nulos e o porcentual de eleitores indecisos), o placar é de 57% a 43%.

Ataques

A campanha do PSOL exibiu imagens do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, na região, desativado. Em frente ao local, Boulos criticou as ações da gestão do PSDB na área da saúde e destacou realizações de sua vice, a ex-prefeita e deputada Luiza Erundina, nesse quesito. “A fila de exame para exame e consulta quase dobrou”, critica.

Já Covas evitou críticas diretas ao adversário e apostou na imagem de político “responsável”. Ele disse que ações bem sucedidas de gestões anteriores na Prefeitura tiveram continuidade. “Tem de parar esse negócio de parar um programa só porque é da gestão anterior”, diz Covas na propaganda. “São Paulo não aceita parar nada que está funcionando.”

Experiência

De forma sutil, as duas campanhas mencionaram o tema da experiência no setor público como quesito para um bom prefeito. A campanha tucana trabalha para vender a imagem de Covas como político mais preparado, e a do PSOL tenta rebater a tese de que Boulos não tem experiência para assumir o cargo.

“O que eu aprendi no movimento de luta por moradia, nenhum mandato parlamentar vai te ensinar”, diz Boulos durante a propaganda, logo após a exibição de depoimentos de mulheres beneficiadas pelo MTST.

Já Covas é filmado atrás da direção de um carro, enquanto fala sobre a escolha do voto. “Quando eu vou escolher um candidato, vou escolher aquele que eu acho mais preparado”, diz.

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