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MP de Goiás recomenda a Estado que ônibus do Eixo Anhanguera não tenham tempo superior a cinco anos de operação » Diário do Transporte

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MP de Goiás recomenda a Estado que ônibus do Eixo Anhanguera não tenham tempo superior a cinco anos de operação » Diário do Transporte

Uma mulher caiu de um coletivo em movimento e morreu após uma das portas se abrir sozinha

ADAMO BAZANI

O MPGO (Ministério Público de Goiás) formalizou nesta sexta-feira, 19 de agosto de 2022, uma recomendação ao Governo do Estado e ao presidente da Metrobus, Francisco Caldas, para que seja suspenso o uso de ônibus com mais de cinco anos de operação no serviço de transporte público, na extensão do Eixo Anhanguera.

Na recomendação, a promotora de Justiça Leila Maia de Oliveira argumenta que este período de uso é considerado uma média segura para circulação de veículos que prestam esse tipo de serviço.

Na quarta-feira (17) uma passageira caiu do ônibus em movimento que teve uma das portas abertas sem a ação do motorista. A usuária, uma estudante de 28 anos de idade, chegou a ficar internada no Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A mulher deixou dois filhos, de sete e 11 anos.

Segundo testemunhas, a porta se abriu após o coletivo ter feito uma curva.

A promotora ainda recomendou que não sejam adquiridos veículos ou se permita a utilização de ônibus sucateado no transporte público operado no Eixo Anhanguera, com idade acima do limite de cinco anos, proveniente de outra unidade da federação, por questão de segurança aos usuários.

O MPGO também pediu ao presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Tarcísio Abreu, que fiscalize a idade média dos ônibus em operação no Eixo Anhanguera, com elaboração de relatório de fiscalização.

A promotora argumentou na recomendação que, por força do contrato de concessão, a concessionária está obrigada a manter os veículos de sua frota com observância das idades médias admitidas, conforme definidos no Regulamento Operacional do Sistema Integrado de Transporte da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Região Metropolitana de Goiânia (SIT-RMTC).

aApromotora de Justiça Leila Maia de Oliveira cita ainda que está em trâmite na 50ª Promotoria de Justiça notícia de fato iniciada a partir de representação da direção do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindcoletivo). Nesta representação, foram feitas denúncias que apontam possível sucateamento da frota utilizada no Eixo Anhanguera.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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