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Bairros

Moradores instalam cancela em bairro da Zona Sul de SP e comerciantes reclamam de falta de acesso

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Em nota, subprefeitura deu até 15 de novembro para a retirada da cancela.

Moradores de um bairro residencial da Zona Sul da cidade de São Paulo instalaram uma cancela automática e bolsões na região para monitorar a área como um condomínio fechado. Desde abril, seguranças particulares controlam a entrada e saída do local a pedido da vizinhança. A justificativa é a de garantir a segurança do bairro.

Os comerciantes da região reclamam da decisão e pedem a retirada da cancela, que não é permitida por uma Lei Municipal de 1992, que proíbe a instalação de cancelas, portões, correntes, cercas ou qualquer outro dispositivo que impeça o livre acesso de pessoas a bolsões residenciais.

Em nota, a Subprefeitura de Santo Amaro afirmou que exigiu a retirada da cancela até o dia 15 de novembro (veja a nota abaixo).

O bairro Jardim Campo Grande, na região de Interlagos, tem cerca de 1.500 moradores. Eles justificam que querem preservar a segurança do bairro e proibir que os trabalhadores de comércios locais estacionem no local.

Além de impedir o acesso a dez ruas residenciais, as cancelas também limitam o acesso à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Francisco Manuel da Silva.

Comerciantes reclamam

A gerente de atendimento de uma escola de inglês localizada na Avenida Interlagos, próxima ao bolsão dos moradores, alega que já perdeu 15 alunos por causa da proibição de estacionar nas ruas do bairro. A escola não tem estacionamento. “Se continuar assim, teremos que mudar de endereço”, afirma Odeilde Santos.

O comerciante Tiago, que trabalha na região e vem de moto para o bairro, reclama. “Nossa região é um pouco perigosa. Eu deixo minha moto bem distante da empresa. Se pudesse parar aqui [nas ruas fechadas pela cancela], andaria bem menos e seria mais seguro”.

O que diz a associação de moradores

Segundo a presidente da associação de moradores, Luiza Leifert, eles têm permissão para monitorar o bairro. “Nós não colocamos essa cancela aleatoriamente. Nós tivemos autorização das subprefeituras. Nós não vamos permitir que meia dúzia de comerciantes prejudique a segurança dos moradores. São 1.500 moradores.”

“Acha que a gente não vai deixar entrar um SAMU? Aqui moram pessoas de categoria, que pagam impostos”, afirma a moradora Lou Brambilla.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Subprefeitura de Santo Amaro citou a lei municipal e informou que o trânsito na região é prioritário dos moradores, mas é que preciso garantir o livro acesso e circulação de pessoas neste espaço.

A subprefeitura também informou que já exigiu a retirada dos obstáculos nas calçadas e, se a determinação não for cumprida até o dia 15 de novembro, agentes de fiscalização vão remover os obstáculos e aplicar multas para a entidade responsável pelo bolsão.

Fonte: G1

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