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Mesmo com lixo e abandono, advogada defende que mulher pode ficar sozinha em mansão – Notícias

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Margarida Bonetti passou a noite na mansão mesmo após operação da Polícia Civil


A advogada de Margarida Bonetti afirma que a ‘mulher da casa abandonada’ tem direito de ficar sozinha na mansão herdada da família em Higienópolis, área nobre de São Paulo. Segundo ela, a moradora vive no local há mais de 20 anos, vai à farmácia, ao mercado, mantém a rotina e, se não tivesse condições de morar no imóvel, não estaria mais viva. As informações são da Record TV.


A expectativa nesta quinta-feira (21) é que Margarida, também conhecida como Mari, deixe a mansão na companhia de familiares. Uma equipe de saúde da prefeitura voltou ao imóvel para fazer uma nova avaliação médica na moradora.


A polícia investiga se ela é vítima do crime de abandono de incapaz. O objetivo é saber se Margarida tem condições físicas e emocionais de permanecer na mansão sozinha, uma vez que o imóvel está repleto de lixo, entulho, objetos acumulados e tem um forte cheiro. 



A Prefeitura de São Paulo acompanhou, a pedido da Polícia Civil, o cumprimento do mandado de busca e apreensão na rua Piauí, 1.111, na tarde desta quarta-feira (20). No local, foi realizada uma vistoria para verificar segurança, salubridade e estabilidade da casa. O engenheiro Álvaro de Godoy Filho descartou o risco de que a mansão possa desabar. O laudo deve ficar pronto na semana que vem.


“Os peritos vão formalizar toda a perícia, encaminhar para o Judiciário, para decidir se realmente é necessário tomar outra atitude”, explicou o delegado Guilherme Sabino Côrrea.  


O imóvel está cercado por viaturas da Polícia Civil para segurança de Margarida e evitar invasões. 





O caso




A mulher ganhou fama nacional depois da publicação de um podcast da Folha de S.Paulo. Margarida Bonetti, de 68 anos, voltou a viver na mansão depois de ter saído dos Estados Unidos, onde era investigada pelo FBI por manter uma empregada em trabalho análogo ao de um escravo. Ela deixou o país antes de ser julgada.


Na mansão, avaliada em R$ 15 milhões, os policiais encontraram entulho, móveis sujos, lixo e restos de comida. “A casa cheira a lixo, cheira muito forte. A casa é muito insalubre. Existe a possibilidade de ter mais animais”, afirmou a delegada Vanessa Guimarães, responsável pela operação.


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