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M3GAN: robô do filme poderá se tornar real? Especialistas opinam

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M3GAN: robô do filme poderá se tornar real? Especialistas opinam


Imagem: Universal Pictures

O filme de terror M3GAN, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (19), promete polêmicas e discussões a respeito de ética robótica. Depois de impressionar os críticos e lotar as salas de exibição dos EUA no último final de semana – com uma bilheteria de US$ 30,4 milhões (R$ 158 milhões) – a história deixou algumas questões pendentes sobre o possível relacionamento entre humanos e IA.  

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Interpretada pela atriz mirim Amie Donald, M3GAN é uma ciborgue de um metro e meio de altura que, apesar de se mover de uma forma meio travada “a la Robocop”, consegue andar, falar, rebolar e matar, estas duas últimas juntas, conforme o trailer. Ela foi criada pela robotista Gemma (Allison Williams) para cuidar de sua sobrinha órfã Cady (Violet McGraw).

Workaholic inveterada, Gemma transfere para a “boneca” a responsabilidade de interagir com a criança real, e isso acaba gerando algumas situações a partir do momento em que a IA entende que a sua coleguinha humana está ameaçada. Nada diferente do que Chucky e Annabelle já tenham feito no passado.

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O que dizem os especialistas de ética robótica?

O jornal britânico The Guardian ouviu alguns especialistas em ética de robôs, como a pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Media Lab, Katie Darling. Para ela, além de dar falsas expectativas ao público sobre o que a robótica pode realmente fazer, filmes como esse podem criar uma ilusão de que os robôs consigam substituir seres humanos em relacionamentos, como na criação dos filhos por exemplo.

“Os robôs podem ser usados como um complemento – como usaríamos um animal de estimação – não para substituir diretamente um relacionamento que é humano”, afirmou Darling. Outro especialista, o advogado dos direitos das crianças Ronny Bogani é entusiasta da tecnologia, mas alerta que, “sem as proteções certas, ela também pode ser perigosa”.

Um ponto comum entre os dois especialistas é de que os robôs não deveriam se parecer com humanos. “Nós somos um design de produto pobre”, brinca Bogani.

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Ou seja, apesar de ser uma ficção de terror interessante, a expectativa é que demore muito tempo para uma tecnologia tão avançada se tornar realidade. “Não acho que teremos algo nesse nível de IA sofisticada nas próximas duas décadas”, explica a especialista Katie Darling.

Enquanto M3GAN está longe de se tornar realidade, os fãs de ficção científica e terror podem seguir na temática do filme seguindo nossas dicas de longa-metragens com IAs violentas.

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