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Lucro líquido da Marcopolo cai 86% no segundo trimestre e produção sobe 14% » Diário do Transporte

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Lucro líquido da Marcopolo cai 86% no segundo trimestre e produção sobe 14% » Diário do Transporte

Falta de matéria-prima está entre motivos; cai a participação da empresa no mercado de rodoviários, mas de urbanos sobe

ADAMO BAZANI

O lucro líquido da Marcopolo foi de R$ 26,8 milhões, o que significa queda de 86,6% no segundo trimestre de 2022 em relação ao segundo trimestre de 2021, cujo lucro líquido foi de R$ 200,9 milhões.

O dado faz parte do balanço divulgado a investidores nesta segunda-feira, 1º de agosto de 2022 e obtido pelo Diário do Transporte.

No documento, entre os motivos apontados pela fabricante de ônibus, está a falta de matéria-prima, que atinge toda a indústria de veículos.

A produção total da Marcopolo atingiu 3.395 unidades, 14,2% superior ao segundo trimestre de 2021.

Deste volume, 2.195 unidades foram faturadas no Brasil (71,0% do total), 316 exportadas a partir do Brasil (10,2%) e 581 no exterior (18,8%).

De acordo com balanço, se não fosse a falta de componentes que atrasa a entrega de chassis, o desempenho poderia ser até 10% superior aos resultados obtidos no segundo trimestre.

O 2T22 se beneficiou de um ambiente de mercado sem interrupções ou solavancos causados pela pandemia, refletindo em aumento de vendas. Desde março de 2020, a demanda vinha oscilando entre a expectativa da reabertura e restrições geradas por novas variantes, sem uma estabilidade que permitisse maior confiança para investimentos e viagens. Apesar de ainda abaixo dos níveis de 2019, os volumes se recuperam em todos os mercados. A falta de materiais, especialmente chassis, continuam limitando um crescimento maior de produção que poderia ser de 5% a 10% superior. A Companhia espera maior regularidade para as entregas de chassis nos próximos meses, permitindo que a produção alcance o potencial previsto.

No mesmo comunicado, a Marcopolo diz que acredita numa melhoria no cenário de fornecimento de matéria-prima.

No trimestre, a produção foi afetada negativamente, tanto no Brasil como nas operações internacionais, pela falta de determinados componentes, especialmente semicondutores e chassis. Apesar do impacto, houve evolução em entregas e na produção mensal de chassis, permitindo aumento gradual do volume de produção de carrocerias. A Companhia acredita em uma melhora substancial nas condições de abastecimento de componentes ao longo do 3T22 de forma a adequar a produção de ônibus à demanda crescente.

No mercado de rodoviários, a participação da Marcopolo que era de 48,6% no primeiro trimestre de 2022 caiu para 37,4% no segundo trimestre.

No segmento de urbanos, a participação da Marcopolo que era de 47,8% no primeiro trimestre de 2022 subiu para 60,2% no segundo trimestre.

Já no segmento de micro-ônibus, a participação caiu de 61,6% no primeiro trimestre para 53,5% no segundo semestre.

No balanço, mais uma vez a Marcopolo fala sobre a falta de insumos e cita o Caminho da Escola.

A participação geral no mercado teve pouca variação.

A participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias foi de 53,5% no 2T22 contra 53,4% no 1T22. O destaque do trimestre foi o crescimento de 12,4 p.p. no market share da Companhia no mercado de ônibus urbanos, com bom despenho das entregas direcionadas ao Caminho da Escola. A redução da participação de mercado no segmento de micros é explicada pela maior participação de concorrentes na licitação do Caminho da Escola, edição 2021, cujos modelos são classificados no segmento. No mercado de rodoviários, a menor participação é justificada pela necessidade de repasses de custos, priorizando a utilização da capacidade instalada em negócios mais saudáveis, bem como pela falta de componentes para produção de rodoviários pesados, que utilizam um maior número de semicondutores. A carteira de pedidos da Companhia no segmento se estende até o final de novembro e a aceleração da produção depende ainda da normalização no abastecimento de chassis

A Receita Líquida somou R$ 1.151 bilhão, incremento de 39,8% ante o segundo trimestre de 2021.

No segundo trimestre de 2022, o lucro bruto cresceu 117% em comparação ao mesmo período do ano passado, chegando a 131,3%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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