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Kate Moss lembra assédio e pressão para fazer fotos nuas aos 15 anos | Comportamento

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Kate Moss lembra assédio e pressão para fazer fotos nuas aos 15 anos | Comportamento

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De assédio ao estereótipos “heroin chic”, Kate Moss relembra momentos turbulentos da carreira como modelo

Uma das modelos internacionais mais cultuadas do início dos anos 1990 e 2000, Kate Moss concedeu uma rara entrevista para falar sobre momentos difíceis que passou na indústria da moda. Ela se lembra de ter sido assediada por um fotógrafo para fazer fotos nuas aos 15 anos de idade. Moss também conta ter sido ameaçada e que precisou usar calmantes para fazer fotos promocionais da Calvin Klein.

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Para o programa “Desert Island Discs”, da Rádio BBC, a modelo, hoje com 48 anos, afirma que foi alvo de muitos predadores sexuais, como ela descreve, ao longo da carreira — principalmente durante a adolescência. “Tive uma experiência horrível para um catálogo de sutiãs. Eu tinha 15 anos, provavelmente, e ele [o fotógrafo] disse: ‘Tire seu sutiã’, e eu tirei. Naquela época, eu era tímida sobre meu corpo”, diz Moss.

“Consegui sentir que tinha algo errado, então eu peguei minhas coisas e fugi. Acho que essa situação afiou meus instintos. Consigo dizer quando há algo errado à distância”, acrescenta a modelo.

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Moss também lembra de seu contrato com a agência de modelos Storm, assinado quando ela tinha 14 anos, em 1988. Ela se lembra de fazer trabalhos em Londres desacompanhada e que chegava a realizar oito ensaios por dia. Dois anos depois, ela realizou seu ensaio mais famoso: as fotos para a capa da revista The Face, em que aparece com o nariz franzido na praia de Camber Sands, em East Sussex.

A modelo afirma que revisitar as imagens atualmente é “doloroso” porque não se sentiu confortável ao fazer as fotos, que foram feitas pela fotógrafa Corinne Day: “Ela me pediu para ‘cheirar como um porco’, e eu não queria. ‘Cheire como um porco, é assim que vai ficar bom'”, ouviu. Moss chorou ao longo do ensaio e voltou a sofrer pressão para tirar fotos nua. Na época, ela tinha 16 anos.

“Eu tinha muitas questões com relação ao meu corpo, e ela me dizia: ‘Se você não tirar a parte de cima, não vou conseguir fotos na Elle para você’. E eu chorava. É doloroso porque ela era minha melhor amiga e eu a amava, mas ela podia ser uma pessoa complicada de se trabalhar, lembra à BBC.

“Mas as fotos são incríveis. Ela conseguiu o que queria e eu sofri com elas. No fim das contas, elas fizeram o mundo para mim. Mudaram minha carreira”, acrescenta.

Moss também se lembrou de precisar tomar calmantes para fazer o photoshoot da Calvin Klein em 1992. As fotos foram feitas também com o ator Mark Wahlberg. Foi o primeiro grande trabalho de Moss em propagandas e ela estava sofrendo pressões para fazer o ensaio topless.

Perguntada se se sentiu objetificada na campanha, ela responde que sim, além de “vulnerável e assustada”. “Acho que eles gostavam da minha vulnerabilidade. Eu era muito nova e inocente. Calvin amava isso”.

“Heroin chic”

O porte físico muito magro de Moss ajudou a fortalecer as pressões estéticas dentro da moda; no entanto, os corpos extremamente magros passaram a ser chamados de “heroin chic”, ou “garota que usa heroina”, em português.

A modelo diz que ficou muito irritada com as comparações, principalmente de pessoas próximas a ela que usavam drogas. “Quando percebi que estavam colocando o foco em mim e tentando me afastar da minha filha, eu achei muita hipocrisia”, diz a modelo.

Moss foi associada ao “heroin chic” depois de seu ensaio para a Vogue britânica em 1993: “Acho que eu era um bode expiatório para muitos problemas dos outros. Eu nunca fui anoréxica. Nunca usei heroína. Eu era magra porque eu não era alimentada nos ensaios ou nos desfiles; e sempre fui magra. Era um ensaio de moda, era feito no meu apartamento e era como eu podia me sustentar na época”, rebate.

“Acho que foi chocante porque eu não tinha um corpo voluptuoso. Eu era só uma garota normal. Eu não era uma modelo glamurosa e isso os chocava”, lembra.

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