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Greve na CPTM gera tumulto e confusão nas estações da Grande São Paulo; vídeos

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A greve dos ferroviários de São Paulo, iniciada desde a 0h desta quinta-feira (15), pegou muitos passageiros de surpresa. Sem conseguir embarcar nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), houve tumulto nas portarias, alguns manifestantes chegaram a depedrar os locais e a Polícia Militar foi acionada para controlar a situação.

Uma das confusões foi registrada na estação Francisco Morato, da Linha 7-Rubi, na Grande São Paulo. Imagens divulgadas em redes sociais mostram passageiros revoltados com a falta de trens por volta das 6h30. Nas imagens é possível ver pessoas jogando pedras contra a estação.

Muita confusão também na região da estação Grajaú, na linha 9-Esmeralda. Vídeos mostram muitas pessoas aglomeradas na rua, sem conseguir embarcar na estação de trem e sem a circulação de ônibus. No local, a Polícia Militar também foi acionada para conter os ânimos.

Falta de aviso

A técnica em segurança do trabalho e bombeira civil Vanessa de Sá, 40 anos, reclamou ao Metro World News sobre a falta de aviso sobre a paralisação e disse que perdeu o dia de trabalho por não conseguir embarcar na estação Ribeirão Pires, da linha 10-Turquesa.

“Eu só fiquei sabendo da greve hoje de manhã quando ia para o trabalho. Então a estação estava fechada com uma placa de sinalização indicando sobre a paralisação e que não tem previsão de voltar. Eu retornei para minha casa porque não tenho outra forma de me locomover até o trabalho”, contou.

Situação das linhas da CPTM

De acordo coma CPTM, por volta das 13h20, a linha 9-Esmeralda estava com a circulação totalmente paralisada. Já as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 10-Turquesa, apresentavam circulação parcial dos trens. Já as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade tinham operação normal.

A companhia ressalta que o intervalo máximo entre os trens está semelhante aos dos fins de semana e feriados, ou seja, 35 minutos.

Uma reunião entre representantes dos sindicatos está marcada para a tarde desta quinta-feira para deliberar sobre os rumos da greve.

Reivindicações

O Sindicato alega que tenta negociar desde março com a CPTM, que propôs um reajuste salarial de 0% para este ano de 2021 e se mostrou “intransigente” durante reunião na tarde desta quarta, no Tribunal Regional do Trabalho. Eluiz Alves de Matos, presidente do sindicato, afirma ainda que a empresa não cumpriu um acordo prévio de pagamento da multa do Programa de Participação de Resultados. As parcelas estavam previstas para março e junho deste ano.

A decisão pela greve foi tomada durante assembleia no último dia 6 e uma nova reunião da categoria está marcada para a tarde desta quinta-feira. Além do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, também aderiram à paralisação o Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana e o Sindicatos dos Engenheiros de São Paulo.

Em nota publicada em suas redes sociais, a CPTM diz lamentar a greve e afirma que tem uma decisão da Justiça do Trabalho que obriga a manutenção de 80% dos profissionais da categoria durante os horários de pico e 60% nas demais horas, sob pena de R$ 100 mil por hora. “A empresa também irá operar com um plano de contingência para atender a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais”, diz o texto.

Pelo Twitter, a CPTM informou a usuários que o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) não será acionado. O sistema oferece alternativas de transporte a passageiros quando há interrupção no funcionamento de linhas de ônibus, metrô ou trem. “Não há previsão de Paese em casos de greve”, escreveu a companhia na rede social. Durante a greve dos metroviários de São Paulo, há cerca de dois meses, o sistema foi acionado.

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