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GCM que confessou ter matado dois homens em festa se entrega mais de um mês após o crime – Notícias

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Amigos foram baleados e mortos durante churrasco em Cajamar (SP)


O GCM (Guarda Civil Metropolitano) Paulo Alexsandro de Souza, que confessou ter matado dois amigos durante uma festa em Cajamar, na Grande São Paulo, no dia 2 de agosto, se entregou à polícia na noite desta segunda-feira (20). Acompanhado de um advogado, ele foi à delegacia do município mais de um mês após o crime.


Jader Adão e Wellington Rodrigues assistiam ao jogo Corinthians x Flamengo em um churrasco quando foram baleados. Paulo e os dois homens, a quem disse não conhecer, estavam na festa na casa de outro guarda. Em vídeos gravados no local, eles aparecem alterados, consumindo bebidas alcoólicas.


De acordo com o boletim de ocorrência, foi requisitada a prisão temporária do suspeito. 



À Record TV, o advogado do guarda, André Lima, contou que o cliente diz que houve uma provocação com maconha: “Alguém soprou maconha no rosto dele e o outro veio com uma faca para apunhalá-lo e ele, simplesmente, sacou a arma e disparou. O outro elemento correu para pegar ele não sabe se um revólver, mas também fez um movimento brusco, ele também atirou”.


O acusado disse que fugiu após os disparos por medo de represálias.


O advogado de defesa acredita que vá conseguir um atenuante para a pena do guarda: “Ele é uma pessoa pacífica, primário, de bons antecedentes, não teve envolvimento em morte de absolutamente ninguém”.






O caso





Segundo informações do boletim de ocorrência, a confraternização ocorria na casa de Alexandre Miranda, também GCM, que convidou outros guardas e amigos. O terreno é extenso, onde há uma residência e área externa.


O suspeito de 44 anos chegou ao local por volta das 16h. Já as vítimas chegaram às 21h. Neste horário, parte dos amigos de Miranda já tinham ido embora.


Ainda de acordo com o depoimento das testemunhas, por volta de 21h30, Miranda e outro GCM entraram para pegar mais cervejas quando ouviram os disparos. O dono da casa acreditou que era uma brincadeira mas, quando saiu, presenciou os homens caídos no chão e o atirador fugindo na motocicleta, uma Yamaha XTZ 125.


Segundo o boletim, as vítimas foram atingidas por dois disparos na região da cabeça.



Wellington, conhecido como Tom, era convidado de Miranda. Jader não era conhecido das testemunhas e foi ao local acompanhado de Tom.


Dois celulares e um GM Vectra Sedan Elite, de Wellington, foram apreendidos no local, além de dois estojos deflagrados de calibre .9mm do suspeito.


Paulo Alexsandro alegou que agiu em legítima defesa. “Eu tive que fugir, estava com medo”, relatou o guarda, e prosseguiu: “Fui obrigado a sacar minha arma. Disparei um tiro nele. Infelizmente não queria fazer isso. Fiz isso pra salvar a minha vida.”


Segundo Paulo, a confusão começou com um homem que estava consumindo maconha perto dele.


“Tinha um rapaz lá na festa. Ele chegou depois e fumou maconha do meu lado, jogou fumaça no meu rosto eu fui reclamar com ele. O outro amigo não gostou da atitude e pegou uma faca e veio pra cima de mim. Aí o outro rapaz correu para o carro e eu fui lá porque pensei que ele tava pegando uma arma. E, conforme ele abaixou e colocou a mão na cintura, pra mim era uma arma, e fui obrigado a atirar”, disse o guarda.


Porém, de acordo com a polícia, a perícia não encontrou nenhuma faca próxima aos corpos, e o dono da casa negou o consumo de drogas no local.


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