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Funcionários protestam em fábrica de iPhone na China; entenda

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Funcionários protestam em fábrica de iPhone na China; entenda

Reprodução/redes sociais

Trabalhadores da Foxconn protestam na China

Trabalhadores da Foxconn, maior fábrica de iPhones do mundo, localizada em Zhengzhou, na China, protestam por falta de pagamento de salários prometidos e por problemas sanitários relacionados à Covid-19.

Os protestos se iniciaram nesta quarta-feira (23) e muitos vídeos foram publicados nas redes sociais. De acordo com agências internacionais, as manifestações foram duramente repreendidas pela polícia local, causando confrontos e deixando funcionários feridos.

Os motivos das manifestações

A fábrica da Foxconn em Zhengzhou é a maior montadora de iPhones do mundo – terceirizada pela Apple – e abriga cerca de 200 mil funcionários, a maioria vinda de outras partes do país. Todos moram dentro da empresa, que se tornou uma espécie de vilarejo.

Com o aumento dos casos de Covid-19 na China, muitos trabalhadores da Foxconn pediram demissão e voltaram para suas cidades natal. Com isso, a empresa realizou um processo de contratação em massa e, para não perder os novos funcionários, prometeu a eles salários mais altos e bônus maiores.

Os valores, porém, não foram depositados integralmente aos funcionários, o que se tornou o maior motivo para as manifestações, de acordo com agências internacionais. Esse, porém, não foi o único motivo.

A forma como a Foxconn se comporta em relação à Covid-19 também está na pauta dos funcionários. Em relatos a agências, eles alegam que a empresa misturou nos dormitórios funcionários antigos que haviam testado positivo para a Covid-19 com novos funcionários que estavam negativados.

O que diz a Foxconn

Em comunicado oficial nesta quinta-feira (24), a empresa se desculpou por um “erro técnico” nos pagamentos dos funcionários e disse que vai garantir os mesmos salários e bônus que haviam sido acordados.

A respeito das alegações de negligência em relação à saúde dos funcionários, a Foxconn já havia afirmado na quarta-feira que os rumores são “claramente falsos”. “Antes da chegada dos novos contratados, o ambiente do dormitório passa por procedimentos padrão de desinfecção, e somente depois que a premissa passa pela verificação do governo é que os novos funcionários podem se mudar”, afirmou a companhia.

Após as manifestações, a Foxconn também anunciou que passou a oferecer o pagamento extra de 10 mil yuans (cerca de R$ 7,5 mil em conversão direta) para os funcionários que decidirem deixar o emprego e voltarem para suas cidades de origem por conta da pandemia de Covid-19. O governo chinês já impôs o fechamento da cidade de Zhengzhou, onde fica a fábrica.

Histórico desfavorável

Esta não é a primeira vez que a Foxconn se envolve em polêmicas trabalhistas. A empresa é conhecida por impor condições ruins de trabalho aos funcionários, com longas jornadas, promessas não cumpridas, muito estresse e alojamentos apertados e com muitos funcionários.

Em 2017, veio a público que são comuns suicídios dentro das dependências da empresa, que tenta escondê-los. Anos antes, a empresa já tinha gerado polêmica por instalar grandes telas de proteção entre os prédios em que os funcionários ficam alojados, a fim de conter suicídios.

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