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Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull e gênio do marketing, morre aos 78 anos

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“A coisa mais perigosa para um produto é baixo interesse”. A frase do austríaco Dietrich Mateschitz, o fundador da Red Bull que morreu neste sábado de aos 78 anos, resume o legado que deixará para o mercado de consumo — e para a indústria global do esporte.

Sua visão para a icônica bebida energética que “te dá asas” ia muito além de alguns mililitros de sabor inusitado dentro de uma latinha azul. “Quando lançamos um produto chamado bebida energética e nomeamos Red Bull, um produto que estimula corpo e mente, é um pequeno passo para as aventuras seguintes”, afirmava.

Entre as aventuras estão, como se sabe, a antiga escuderia Jaguar, comprada em 2004 e transformada na equipe de fórmula 1 multicampeã mundial. Em 2022, Max Verstappen levou a Red Bull a uma nova conquista. A marca também construiu uma rede de clubes de futebol pelo mundo, que inclui, no Brasil, o Red Bull Bragantino, vice-campeão sul-americano na última temporada.

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O empresário, discreto e avesso a entrevistas, também era dono de uma série de outros negócios. Entre eles estão um resort de ultra luxo na ilha de Laucala, em Fiji, que tem até um submarino particular para uso dos hóspedes. Na Áustria, ele deixa de legado uma coleção de aviões, que formavam os Flying Bulls, equipe de acrobacia aérea.

Mateschitz descobriu as bebidas energéticas nos anos 80, em viagens para a Ásia como executivo da empresa alemã de higiene Blendax. Em 1987 ele fundou uma empresa em sociedade com o empresário tailandês Chaleo  Yoovidhya, inovando ao carbonatar as bebidas energéticas e vendê-las em latas. Até hoje o filho do empresário tailandês é dono de metade da Red Bull.

As duas famílias acumularam fortuna com a marca. Chalerm, filho de Yoovidhya, tem 24,7 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. Mateschitz morreu dono de 20,2 bilhões de dólares.

Em 2021 a Red Bull faturou 7,8 bilhões de euros, com 9,8 bilhões de latinhas vendidas.

Fonte: EXAME

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