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Crise na Americanas afeta o retorno de fundos imobiliários e shoppings

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Grávida que furtou produtos das Americanas por fome é solta após atuação da Defensoria


A crise na Americanas tem feito estragos em diversos segmentos do mercado financeiro. Uma das camadas afetadas é a de fundos de investimento imobiliários (FII).

A pedido do Metrópoles, levantamento feito pela Buildings, empresa que reúne dados do setor de imóveis, mostra que há 17 fundos de shoppings que têm a Americanas como um dos inquilinos. Além dos 17 fundos de shoppings, há ainda outros 7 fundos que investem em outros imóveis locados pela varejista. É o caso, por exemplo, de FIIs que são donos de galpões logísticos locados pela Americanas.

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No total são 24 fundos com algum nível de relação financeira com a Americanas.

O Brasil tem cerca de 220 fundos imobiliários negociados na Bolsa de Valores. Isso significa que aproximadamente 10% da indústria está exposta, de alguma forma, à crise da varejista.

Os fundos imobiliários são produtos de investimento que administram dois tipos de ativos: os imóveis físicos, como shoppings, edifícios corporativos ou galpões logísticos; e títulos de crédito do setor, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

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Tais ativos são remunerados pelo aluguel pago pelos inquilinos que locam os imóveis do fundo ou pelo rendimento dos papéis de crédito.

Com uma dívida de R$ 40 bilhões, a Americanas está à beira de uma recuperação judicial – processo em que as empresas tentam renegociar as dívidas e evitar uma falência.

Na semana passada, a varejista conseguiu, na Justiça, se resguardar de execuções de dívidas e congelar o pagamento de débitos.

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Analistas ouvidos pelo Metrópoles dizem que essa decisão também vale para os aluguéis pagos para os fundos imobiliários. Ou seja: tais fundos não receberão pelos contratos firmados com a varejista, o que deve afetar a rentabilidade dos investimentos.

Ontem (19/1), Rodrigo Abbud, sócio fundador da gestora VBI, dona de um centro de distribuição na Bahia locado pela Americanas, disse que já não conta com o pagamento dos contratos.

“A coisa mais rápida a ser feita é pedir a retomada do imóvel e alugar o espaço novamente”, lamentou Abbud. A afirmação foi feita em um evento do setor financeiro organizado pela corretora XP.

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Troca de inquilino

Embora os fundos possam resolver o problema “despejando” a Americanas e buscando outro inquilino, levará um tempo para que isso aconteça. Até lá, o retorno desses ativos ficará prejudicado.

Desde que a Americanas comunicou ter encontrado uma diferença contábil de R$ 20 bilhões em seu balanço, fator que dobrou a dívida acumulada pela varejista, os fundos imobiliários expostos de alguma forma a essa crise acumularam perdas que chegam a 13%.

Esse número reflete a desvalorização de preço dos FII. O impacto sobre o rendimento só será conhecido nos próximos meses.

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No caso dos galpões logísticos, a saída é menos complicada. Desde o começo da pandemia de Covid-19, o crescimento das vendas digitais fez disparar a busca de empresas por centros de distribuição e outros espaços de armazenamento de mercadorias para entrega. Isso significa que esses imóveis não ficarão vazios por muito tempo.

Já o caso dos shoppings é preocupante. O levantamento da Buildings mostra que alguns fundos não só têm exposição a shoppings que têm as Lojas Americanas como inquilinas, como têm muitos shoppings nessa situação.

É o caso, por exemplo, do fundo XPML11, da XP. Dos 16 shoppings administrados por esse FII, 9 possuem as Lojas Americanas como inquilina. As lojas da empresa são conhecidas por ocupar espaços grandes.

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Com o eventual fechamento dessas unidades, a locação das lojas pelos shoppings será desafiadora, uma vez que poucas empresas do varejo têm capacidade para ocupar todo o espaço disponibilizado para a Lojas Americanas.

Isso em um cenário em que os shoppings ainda não recuperaram 100% do prejuízo da pandemia e muitos ainda registram um nível de vacância (espaços disponíveis para locação) elevado.

 

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