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Cotado para sede do governo de SP, palácio dos Campos Elíseos abriga Museu das Favelas a partir de hoje – Notícias

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Cotado para sede do governo de SP, palácio dos Campos Elíseos abriga Museu das Favelas a partir de hoje - Notícias


O palácio dos Campos Elíseos, cotado pelo governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) para virar a nova sede do Governo de São Paulo, abrigará a partir deste sábado (26) o Museu das Favelas. Trata-se de uma iniciativa anunciada em 2021 pelo então governador João Doria.

Já Tarcísio de Freitas anunciou em diversas oportunidades, durante a campanha eleitoral deste ano, que considerava levar a sede do governo de volta ao edifício, localizado na avenida Rio Branco. O local já abrigou a sede do governo entre as décadas de 30 e 60, antes da mudança para o palácio dos Bandeirantes, na região do Morumbi.

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A proposta tem como foco reocupar e requalificar essa região do Centro, que atualmente está degradada, possui parte dos comércios fechada e abriga a Cracolândia. Neste ano, os usuários chegaram a se concentrar por vários meses na praça Princesa Isabel, quase vizinha ao palácio. Após uma ação da Polícia Militar, espalharam-se pelo bairro, passando a ocupar ruas como a Helvetia.

A ideia de Tarcísio é revitalizar o centro e movimentar a economia da região a partir da sede do governo estadual no palácio dos Campos Elíseos e de prédios vizinhos, que seriam construídos em áreas como a praça Princesa Isabel. Seria criada uma espécie de “esplanada dos ministérios” para o governo e as secretarias, chamado Polo Administrativo Campos Elíseos.

A estratégia seria um reforço em outras tentativas de revitalizar a área, como a mudança do Hospital Pérola Byington para a avenida Rio Branco, concluída neste ano.

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A gestão Tarcísio afirma que a possibilidade de mudança de sede será analisada no início da gestão. “O palácio dos Campos Elíseos é uma possibilidade, mas as decisões só serão tomadas após estudo aprofundado sobre os impactos e benefícios dessa nova estrutura”, disse, por meio de sua assessoria.

A atual sede, o palácio dos Bandeirantes, fica a cerca de 15 km do centro. Abriga ainda heliponto, área verde, a residência do governador e a maioria das 23 secretarias estaduais.

Palácio

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O palácio dos Campos Elíseos, anteriormente chamado palacete Elias Chaves, situado na avenida Rio Branco, foi projetado pelo arquiteto alemão Matheus Häusler. O prédio foi construído entre 1890 e 1899 para ser a casa de um cafeicultor. É dividido em quatro pavimentos e tem área de 4.000 metros quadrados. A arquitetura foi inspirada no castelo de Écouen, da França.

O palacete foi comprado pelo Governo de São Paulo em 1911 e se tornou residência oficial dos governadores. Virou sede do governo em 1935 e desempenhou essa função até 1965, quando houve a transferência para o atual palácio dos Bandeirantes. O imóvel foi restaurado entre as décadas de 60 e 70, após um incêndio, e foi tombado no ano de 1977 pelo órgão estadual do patrimônio histórico.

O palacete foi sede de alguns órgãos e secretarias ao longo dos anos, tendo sido ocupado, por último, pelo Centro de Referência em Inovação, do Sebrae, até 2019. Agora, será casa do Museu das Favelas, enquanto o governador eleito discute um possível novo uso para o espaço.

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Museu

O Museu das Favelas, equipamento público da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, terá como primeira atração a exposição Favela-Raiz, que pretende retratar as origens das favelas. “É um símbolo de saudação às tradições”, segundo a assessoria do museu.

O espaço lembra que o termo “favela”, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20, é derivado de um tipo de árvore com espinhos, flores, frutos e sementes altamente nutritivas, muito comum na caatinga e, especificamente, no morro da Favela, em Canudos, no sertão da Bahia. Ali se instalaram os soldados convocados a combater na Guerra de Canudos. Ao retornarem para o Rio de Janeiro, sem a assistência do governo, eles ocuparam o atual morro da Providência, que passou a ser chamado por eles de morro da Favela. Assim, a palavra passou a representar aquele tipo de conjunto de moradias com barracos improvisados e sem infraestrutura.

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A exposição se dividirá em cinco partes, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada, há esculturas tecidas em crochê, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de sete mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras, grupo de mulheres da vizinhança do museu. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial, com imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil selecionadas pela curadoria. A instalação, chamada Visão Periférica, revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No fim do percurso interno da exposição, no salão de espelhos do palácio, há uma instalação com criação sonora do rapper Kayode, que exalta os diferentes modos de pensar a beleza.
           
No ambiente externo, uma instalação sintetiza a história do palácio dos Campos Elíseos, com pesquisa de história da disputa e produzido com artes de serigrafia pelo coletivo XiloCeasa. Nos jardins, o artista Paulo Nazareth traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco, em homenagem a Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio, de 6 metros de altura, que retrata essa que é uma mulher negra, historiadora, poeta, intelectual e ativista.

O Museu das Favelas recebe também a exposição Identidade Preta: 20 anos de Feira Preta, em comemoração ao maior evento de cultura negra da América Latina. Realizada pelo Preta Hub, liderado por Adriana Barbosa, a exposição traz de modo lúdico a história de um dos primeiros eventos de valorização da cultura empreendedora negra e periférica de São Paulo. Como parte da parceria, além da exposição, o Museu das Favelas receberá, no fim de semana da abertura, o SPerifas, versão pocket da Feira de Empreendedores.

SERVIÇO
Museu das Favelas 
Endereço: palácio dos Campos Elíseos (entrada pela rua Guaianases, 1024 – São Paulo)
Horários: de terça a domingo, das 9h às 17h (com permanência até as 18h)
Entrada gratuita: os ingressos poderão ser retirados de forma antecipada no site e, também, de maneira presencial no dia da abertura

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