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Censo: IBGE diz estar confiante caso precise de mais verba – 01/08/2022 – Cotidiano

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Censo: IBGE diz estar confiante caso precise de mais verba - 01/08/2022 - Cotidiano

O diretor de pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo, afirmou nesta segunda-feira (1º) que está “confiante” com a possibilidade de o órgão ter à disposição recursos complementares para concluir o Censo Demográfico 2022, caso isso seja necessário.

No momento, a recomposição da verba para o levantamento não é necessária, de acordo com ele.

O IBGE iniciou nesta segunda as entrevistas do Censo, após dois anos de atraso e ameaça apagão estatístico no país. O orçamento para o começo da pesquisa é de R$ 2,3 bilhões.

“A gente já reajustou algumas coisas. Estou muito confiante: se por acaso a gente necessitar de mais recursos, a gente vai ter esses recursos. O governo está muito ciente da importância do Censo. Mas a gente vai trabalhar um dia de cada vez. Hoje a gente não necessita de nenhuma complementação”, disse o diretor.

A declaração foi dada a jornalistas após o evento de lançamento do Censo. A cerimônia ocorreu no Museu do Amanhã, no centro do Rio de Janeiro, durante a manhã.

O Censo, que costuma ser realizado de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira.

A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria realizada em 2020, mas foi adiada com as restrições provocadas pelo início da pandemia de Covid-19.

Em 2021, o levantamento foi travado pela segunda vez. À época, o que impediu o trabalho foi um corte na verba prevista pelo governo federal.

A decisão causou preocupação entre especialistas. O temor ganhou forma porque os dados do Censo funcionam como base para uma série de políticas públicas e até decisões de investimento de empresas.

Para a realização do estudo em 2022, o IBGE contou com o orçamento de cerca de R$ 2,3 bilhões após o STF (Supremo Tribunal Federal) ser acionado.

Ao longo dos meses, especialistas e até membros do instituto chegaram a cogitar a necessidade de mais recursos em razão da disparada da inflação.

Em seminário com jornalistas em junho, o próprio Azeredo indicou que o instituto buscaria complementação no orçamento devido à carestia da gasolina, utilizada nos deslocamentos dos recenseadores, por exemplo.

“Teremos adversidades, mas estamos preparados para superá-las. Já superamos diversas barreiras até chegar a esse ponto”, disse o presidente do IBGE, Eduardo Rios Neto, em discurso em vídeo durante o lançamento do Censo na manhã desta segunda.

O evento também teve discursos de representantes de instituições como OIT (Organização Internacional do Trabalho) e Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).

Em comum, as falas destacaram que as informações do Censo servem como espinha dorsal do sistema de estatísticas do país e ajudam no conhecimento de populações diversas, como imigrantes e refugiados.

Até outubro, a intenção do órgão é visitar os cerca de 75 milhões de domicílios espalhados pelo Brasil –de periferias, localidades ribeirinhas e comunidades indígenas até casas e condomínios de luxo. A pesquisa é a única que tenta chegar a todos os lares do país.

As informações balizam, por exemplo, os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), fonte de recursos das prefeituras.​ Os dados também podem ajudar uma empresa a conhecer melhor o perfil dos seus consumidores.

Os resultados preliminares da contagem da população devem sair até o final deste ano, segundo a previsão do IBGE. Dados mais detalhados tendem a ser divulgados a partir de 2023.

Segundo o IBGE, a primeira entrevista do Censo deste ano foi registrada no município de Limeira (SP).

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