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Cemitérios públicos de SP devem receber cerca de 100 mil visitantes no Dia de Finados

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.10.2021 - Vista interna do cemitério Chora Menino, em São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Prefeitura de São Paulo, gestão Ricardo Nunes (MDB), prevê que cerca de 100 mil pessoas visitarão os 22 cemitérios municipais no Dia de Finados, nesta terça-feira (2).

No ano passado, de acordo com o Serviço Funerário Municipal, cerca de 84 mil pessoas visitaram os cemitérios municipais, mas havia mais restrições por causa da pandemia de Covid-19, como realização apenas de cerimônias ao ar livre.

Para este ano, o público, que poderá ir até os locais das 7h às 18h, deverá seguir os protocolos em prevenção à Covid-19.

Segundo a gestão municipal, haverá medição de temperatura nas entradas das unidades. Máscaras e álcool em gel serão disponibilizados em pontos estratégicos.

Além disso, para evitar filas nos atendimentos e portões de entrada dos cemitérios, o número de funcionários será reforçado com o apoio das equipes que atuam na área administrativa do serviço funerário.

O aumento na presença de visitantes no cemitério Vila Formosa (zona leste da capital paulista) já era sentido durante a semana que antecedeu o feriado de Finados. A jardineira Andrea D’Agosto, 50 anos, que trabalha na manutenção de túmulos no local, relatou que passou a ver neste ano mais pessoas do que no mesmo período do ano passado. “Dá para ver que tem mais gente, o pessoal tinha mais medo antes da vacina”, disse na última sexta-feira (29).

Mesmo com a diminuição de restrições impostas pela prefeitura, o medo de estar num local cheio de gente fez com que algumas pessoas procurassem os cemitérios antes da data oficial. Esse foi o caso da dona de casa Maria do Carmo Silva, 66, que procurou o Vila Formosa na manhã de sexta-feira. “Evito aglomeração. Ainda não está na hora. Por isso que vim hoje, porque no dia vai estar muito cheio.”

Ela conta que todos os anos visita o espaço onde estão enterrados sua mãe, um filho e o pai de seus filhos. “Aqui é um lugar que nenhuma mãe gostaria de vir, mas tem que vir”, diz.

Quem também procurou o local dias antes da data oficial foi o casal Natanael Andrade, 65, e Valdemira Iglesias, 57. A mulher, que é técnica de enfermagem, informou que estava ali para realizar a manutenção nos túmulos de sua tia, falecida em março, e de sua mãe, sepultada em abril, após ser vítima da Covid-19 aos 72 anos. Enquanto retirava o excesso de mato do jazigo de sua tia, ela disse que se antecipou após tomar conhecimento da previsão do tempo. “Como tem previsão de chuva, eu resolvi antecipar.”

Iglesias ainda pontuou que tenta ir todo mês ao cemitério Vila Formosa, e que se previne usando máscara, luva, além de álcool em gel.

Além do cemitério Vila Formosa, a reportagem esteve em mais quatro necrópoles em diferentes regiões da capital. Os locais tinham a limpeza em ordem e haviam acabado de passar por pintura de muros, paredes e bancos, mas tinham alguns contratempos pontuais.

O que tinha a pior situação era justamente o Vila Formosa, que tinha problemas no banheiro masculino no entorno das salas de velório. Ali, de cinco mictórios, apenas dois funcionavam. No mesmo ambiente, de cinco vasos sanitários, apenas dois podiam ser usados. Todos os pontos interditados estavam envoltos com saco plástico preto. O local ainda possuía diversos recipientes com álcool em gel instalados nas paredes. A reportagem também notou funcionários sem máscara ou que faziam o uso de forma incorreta, como pendurada no pescoço.

Um cartaz também anunciava que a lanchonete que havia na necrópole estava fechada, obrigando quem gostaria de lanchar a procurar um comércio na rua.

Do outro lado da cidade, no cemitério São Luiz (zona sul da capital paulista), a reportagem verificou que faltava sabonete líquido no recipiente afixado na parede do banheiro masculino. Não foram vistos objetos que disponibilizam álcool em gel. Um funcionário sustentou que os itens estão presentes dentro das salas de velório.

Tradicional ponto de visita de estudantes que buscam saber sobre a história de São Paulo, uma vez que possui túmulos de diversas personalidades, o cemitério Consolação (região central) não tinha problemas de estrutura aparente. No entanto, seus funcionários, em sua maioria, não utilizavam máscara.

Localizado na zona oeste da cidade, o cemitério da Lapa havia acabado de passar por pintura quando da visita da reportagem, também na quinta-feira. Ali, havia limpeza em andamento como nos demais. Havia recipientes com álcool em gel em cada sala de velório, mas a reportagem não os localizou na entrada do velório e nas nem nas proximidades dos banheiros. Alguns funcionários também não faziam uso de máscara de proteção.

O Chora Menino, em Santana (zona norte da capital paulista), era o que estava em melhores condições, com recipientes de álcool em gel espalhados em diversos ambientes fora das salas de velório. Os funcionários também usavam máscaras.

Procurada, a prefeitura informou, por meio do Serviço Funerário do Município de São Paulo, que disponibiliza EPI (Equipamentos de Proteção Individual) para todos os funcionários, incluindo máscaras de proteção facial, e orienta a equipe constantemente sobre o uso adequado da mesma.

A pasta também informou que os recipientes com álcool em gel são sempre disponibilizados. “A maioria fica dentro das salas de velórios, onde os familiares permanecem a maior parte do tempo. Outras dependências também contam com os frascos, um exemplo é a administração, que os fornece mediante solicitação.”

Em um outro trecho da nota, a gestão Ricardo Nunes (MDB) sustentou que que realiza ações de zeladoria das unidades, entre elas, “a manutenção dos banheiros do cemitério da Vila Formosa, que já estão prontos”. A administração municipal ainda detalhou que 12 banheiros químicos serão enviados para o local. De acordo com a prefeitura, os sabonetes da unidade São Luiz também já foram repostos.

Sobre o fechamento da lanchonete do cemitério Vila Formosa, o órgão explicou que houve uma decisão judicial, em virtude do descumprimento do Termo de Subpermissão para a exploração do espaço. “O serviço funerário está, atualmente, realizando estudos com o objetivo de realizar novas subpermissões, para que as lanchonetes possam ser reabertas.”

Ainda de acordo com a prefeitura, o estoque de máscaras e álcool em gel foi ampliado e os itens estarão disponíveis para serem oferecidos aos munícipes durante o feriado.

Cada cemitério municipal adotará horários diferentes para as cerimônias. O Cemitério São Paulo, em Pinheiros (zona oeste da cidade de São Paulo), fará duas cerimônias: 9h e 15h. Já o da Penha, em Penha de França (zona leste da capital paulista), fará cinco cerimônias: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai monitorar o trânsito nas imediações dos cemitérios da cidade de São Paulo no dia do feriado, das 6h às 18h.

A companhia fará a montagem de bloqueios, alterações de sentido de circulação, orientação de trânsito, travessia de pedestres e mudanças voltadas a melhorar as condições de segurança viária, respeitando as características do entorno de cada cemitério, nas diversas regiões da cidade.

Nas proximidades dos cemitérios, serão colocados cavaletes e cones, faixas de pano com informações de orientação do trânsito, além de canalizações de vagas próximas aos portões de entrada para proporcionar maior fluidez ao tráfego de veículos e segurança na travessia e circulação dos pedestres.

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