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Cataguases quer aumentar exportação em 15% e vê com bons olhos reindustrialização do país

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Depois de conseguir ficar no azul, a fabricante de tecidos Cataguases (CATA3/CATA4) quer, agora, aproveitar as oportunidades criadas na cadeia de suprimentos global após a pandemia da covid-19. Com menor presença de China e outros países asiáticos no fornecimento às marcas de roupa de todo o mundo, o objetivo da empresa – uma das veteranas da Bolsa – é aumentar em até 15% o volume de exportações ainda em 2023 (atualmente, 25% de sua receita vem desse canal). Por isso, a promessa de reindustrializar o Brasil feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin ao tomar posse do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é vista com bons olhos pelo CEO da Cataguases, Tiago Peixoto.

“É correto pensando como política de país, porque é a partir da indústria que se dá oportunidade para as pessoas, já que é o setor que mais emprega”, diz o executivo em entrevista à EXAME Invest, acrescentando, porém, que há um “longo caminho pela frente”. Para isso, diz ele, duas ações são prioritárias: a reforma tributária e a ampliação dos acordos comerciais.

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“A prioridade da reforma tributária tem que ser rebalancear o sistema de tributação. Essa equalização tributária é urgente. Outro olhar que é muito relevante é para os acordos comerciais. A gente, por exemplo, não consegue avançar no México porque o Brasil não tem acordo comercial”, argumenta. Os acordos permitem que o produto brasileiro seja importado com menos ou sem alíquota, o que o deixa mais competitivo na disputa com o produto chinês, por exemplo.

No terceiro trimestre de 2022, a fabricante têxtil conseguiu reverter um prejuízo de R$ 1,8 milhão e lucrou R$ 15 milhões, impulsionada por um crescimento de 58% na receita, que somou R$ 98 milhões. O desempenho melhorou após o susto com o isolamento social que levou a questionar a continuidade da operação e à enxugar a estrutura. Reflete também a retomada observada no varejo de moda a partir de 2022.

Atualmente, a empresa de 1300 funcionários, tem 1500 clientes no Brasil, como Grupo Soma, Inbrands, Renner e Arezzo. Além de 200 a 250 clientes no exterior, incluindo Lacoste, Zara Inditex e Levi’s. O principal objetivo da empresa agora é ganhar participação no mercado Mexicano, cujo setor de confecção cresce coma  demanda interna e do vizinho Estados Unidos, e reforçar sua presença na América Latina.”Houve uma reeducação na cadeia para não ficar tão dependente de um único país como fornecedor. Então há mais interesse em buscar alternativas e, nesse caso, a gente acaba navegando quase que sozinhos.”

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Escondida na Bolsa

Uma das mais antigas na Bolsa de Valores, a Cataguases tem ações listada desde a década de 1970, mas pouco acessou o mercado de capitais.  Da quarta geração dos fundadores e com 10 anos de experiência no mercado financeiro, Peixoto diz não saber a razão. “Sempre teve o ônus de ser uma companhia listada, sem o bônus de levantar recursos.”

Mas esse comportamento começou a mudar. Em 2021, fez a primeira operação de dívida: emitiu Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no valor de R$ 50 milhões. Agora, a empresa avalia instituições para mandatar para uma segunda emissão de debêntures.

O movimento visa proteger a saúde financeira da companhia, conta o CEO. “É para fortalecer o caixa, porque não tenho muita segurança para o cenário que vem pela frente. É uma postura defensiva de falar: ‘olha está caro, mas estou tomando porque a dívida mais cara que existe é o dinheiro que você não tem’. É como um seguro, não é para investir.”

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Um re-IPO, no entanto, segue fora dos planos. “Se fôssemos fazer a abertura hoje, não seríamos um nome óbvio. Deixou de ser um negócio ‘fancy’ no mercado de capitais. As ações não têm valor porque não têm liquidez, estão concentradas na mão dos acionistas que fundaram o negócio. Estamos começando a colocar o pezinho e aproveitar esse histórico de empresa auditada há 30 anos. Equity não foi nem aventado e não é uma prioridade nesse momento”, explica.

Hoje, entre os acionistas relevantes estão empresas da família fundadora e a Energisa, empresa do setor elétrico que detém 19,27% das ações ordinárias e 14,78% das preferencias da companhia.

LEIA MAIS: Depois de “inverno”, Bolsa deve ter retomada tímida de IPOs em 2023

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Fonte: EXAME

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