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Caso tem relação com ‘máfia dos peixes’, diz AP News

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Caso tem relação com 'máfia dos peixes', diz AP News

O prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, falou sobre sua suspeita para o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Os dois estão desaparecidos desde o dia 5 de junho na região do Vale do Javari, oeste do Amazonas.

Para Paiva, o caso pode ter relação com a “máfia dos peixes”, conforme mostrou a agência de notícias norte-americana AP (Associated Press): “O motivo do crime é uma briga pessoal pela fiscalização da pesca”, especulou.

A AP também afirmou ter tido acesso a informações que a Polícia Federal compartilhou com lideranças indígenas. Além da “máfia do peixe”, a PF não descarta outras linhas de investigação. A A agência internacional, inclusive, ressaltou que a região do desaparecimento tem uma forte atividade de narcotráfico.

A dupla sumiu em Atalaia do Norte, próximo à Terra Indígena Vale do Javari, uma reserva que sofre com disputas entre tráfico de drogas, madeiras e garimpo ilegal. A área é a segunda maior terra indígena do Brasil, e sofre há anos com ataques armados a postos de controle da Funai (Fundação Nacional do Índio) e invasões de caçadores ilegais.

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, foi preso e quatro testemunhas foram ouvidas. Na sexta-feira (10), uma testemunha disse à Polícia Civil ter visto o suspeito com outro homem na lancha logo atrás da embarcação onde estavam Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira. O segundo envolvido ainda não foi identificado pela polícia. Peritos encontraram, no barco de Amarildo, vestígios de sangue.

A Unijava (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), explicou que Bruno e indígenas da entidade vinham sofrendo ameaças por tentar coibir invasões ao território por quadrilhas de caçadores, pescadores e garimpeiros. Relatórios das equipes de vigilância do grupo afirmam que há atuação de invasores, incluindo grupos armados.

Os documentos obtidos pelo UOL foram encaminhados a diversos órgãos de segurança, como a PF (Polícia Federal), o MPF (Ministério Público Federal) e a Funai entre fevereiro e maio deste ano.

Imagem: Arte/UOL

Ontem, o Corpo de Bombeiros do Amazonas encontrou uma mochila, notebook e outros pertences submersos na região das buscas por Bruno e Dom Phillips. Os objetos foram achados por mergulhadores, e a Polícia Federal confirmou que eram dos dois desaparecidos.

Quem são os desaparecidos

O jornalista Dom Phillips é um experiente repórter britânico radicado no Brasil, e atualmente é colaborador do jornal inglês The Guardian, uma das mais notórias publicações do mundo. Ele também tem passagens pela Bloomberg, Financial Times, The Washington Post, New York Times e Intercept.

A pauta indígena fazia parte do seu trabalho. Em 2018, após as eleições de Jair Bolsonaro (PL), ele alertou em uma extensa reportagem ao The Guardian sobre os riscos que os povos ianomâmis poderiam enfrentar com os garimpeiros ilegais durante o governo, classificado no texto como de extrema-direita.

Bruno trabalhava com ribeirinhos e indígenas da região, afetada pela ação de invasores. No cargo de agente indigenista na Funai desde outubro de 2010, ele deixou o posto de gestão em 2016, quando indígenas da etnia Matis invadiram a sede da Funai portando arcos e flechas para retirarem à força funcionários da entidade.

Segundo testemunhas, Bruno sofria ameaças constantes de garimpeiros, madeireiros e pescadores que atuavam em terras indígenas e, por isso, a falta de contato após um dos deslocamentos é vista com bastante preocupação.

Em carta reproduzida pelo jornal O Globo, pescadores prometeram “acertar contas” com o indigenista. Segundi Yura, Bruno sofria ameaças desde quando foi coordenador da Funai em Atalaia do Norte. “Eram ameaças diretas, não mais veladas como acontecia outrora.”

Paulo Barbosa da Silva, coordenador-geral da Univaja, disse que o repórter inglês fotografou invasores armados que ameaçavam indígenas. Segundo ele, esses homens seriam ligados a Pelado, preso em flagrante na terça-feira (7) por posse de drogas e de munição de uso restrito e apontado como suspeito de envolvimento no sumiço. A defesa de Amarildo nega envolvimento dele com o desaparecimento.

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