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Caoa Chery suspende operação e vai demitir 600 funcionários

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Caoa Chery suspende operação e vai demitir 600 funcionários

Cerca de 600 funcionários do setor produtivo e administrativo devem ser demitidos da fábrica Caoa Chery, localizada em Jacareí, no interior de São Paulo. A informação foi comunicada nesta 5ª feira (05.mai.2022) ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Jose dos Campos e Região.

O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, afirmou que os funcionários estão de licença remunerada devido a um acordo de layoff (suspensão dos contratos de trabalho) aprovado no mês de fevereiro.

“A fábrica está 100% parada e, neste sentido, os trabalhadores estão de licença remunerada já que a empresa não assinou o acordo do layoff desde março de 2022”, disse durante coletiva de imprensa realizada nesta 5ª feira (05.mai).

Segundo um comunicado da montadora, a unidade vai passar por um “processo de remodelação” para adequação das etapas produtivas e fabricação de novos produtos híbridos ou 100% elétricos. A mudança na fábrica de Jacareí—inaugurada em 2014— seguirá os parâmetros já adotados na Caoa montadora da cidade de Anápolis (GO). Eis a íntegra (70 KB) do texto.

“Para que as mudanças ocorram de forma efetiva, a CAOA CHERY informa a parada temporária da unidade fabril de Jacareí (SP). A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e a atualização das linhas de produção”, diz o comunicado da empresa. O processo de remodelação deve durar até 2025.

A montadora informou que está em “negociação com os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para a definição de um pacote de indenização suplementar, além do regular pagamento das verbas rescisórias legais, seguindo o seu compromisso de respeito aos trabalhadores“.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos disse que a categoria não concorda com o fechamento da fábrica e que vai reunir os funcionários para o início de uma campanha política contra o fim da operação.

Segundo Gonçalves, quando a empresa chegou em Jacareí, divulgou, junto ao prefeito, vereadores e deputados, que ia criar 4.000 empregos. “E aí a empresa vai embora e tá tudo bem? Então, nós vamos cobrar um posicionamento do prefeito de Jacareí, Izaias Santana [PSDB], nós vamos cobrar um posicionamento da Câmara, do governo do Estado de São Paulo e do presidente da República”, disse.

O presidente do Sindicato disse que, em reunião com a Caoa Chery na manhã desta 5ª feira (05.mai), propôs algumas alternativas para evitar a demissão dos funcionários.

  • Licença remunerada no mês de maio;
  • Layoff (suspensão do contrato de trabalho) por 5 meses, de junho até outubro com 3 meses de estabilidade no retorno ao trabalho até janeiro.

Além disso, o Sindicato deve negociar outros direitos na reunião marcada com a companhia para a próxima 3ª feira (10.mai).

SUSPENSÃO DOS CONTRATOS

No mês de fevereiro, os metalúrgicos da Caoa Chery, em Jacareí, aprovaram a proposta apresentada pela companhia para implementação do layoff. No entanto, o recurso está condicionado à empresa aceitar o pagamento do 13º salário aos trabalhadores que tiverem o contrato temporariamente suspenso.

De acordo com o Sindicato, a proposta da montadora propõe 52 dias de layoffs que podem ser encerrados ou estendidos de acordo com o cenário no mercado industrial, além de de 60 dias de estabilidade durante e depois da volta ao trabalho e o pagamento de 100% do salário líquido.

Na coletiva de imprensa desta 5ª feira (05.mai), o presidente do Sindicato disse que a proposta foi assinada pela categoria e que a empresa não devolveu o acordo. “Ou seja, ela já estava planejando fazer isso [demissão dos funcionários] e apresentou a proposta de layoff, que foi aprovada pelos trabalhadores, para não ter os trabalhadores dentro da unidade fabril”, afirmou.

O Poder360 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caoa Chery para obter informações sobre o acordo de layoff, mas até a publicação deste texto não recebeu retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

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