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Banda santista usa as plataformas digitais para impulsionar músicas

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Banda santista usa as plataformas digitais para impulsionar músicas

Como a maioria das bandas e artistas, o “Fizeram a Elza” almeja voos maiores, como tocar em festivais grandes e estar dialogando com outros públicos / JEFFERSON FERNANDES / PINEAL

O mundo se modificou muito nos últimos anos, principalmente no mercado da música. Com a chegada das plataformas digitais e do streaming, artistas e gravadoras precisaram se reinventar para compreender a nova tendência e trabalhar da melhor maneira possível com ela. O que antes só era possível através da divulgação em rádios ou na televisão, hoje está na palma das mãos de qualquer pessoa através do celular mais básico encontrado no mercado. E uma banda de Santos surgiu justamente neste período, utilizando-se destes recursos para alcançar mais e mais admiradores.

A banda “Fizeram a Elza” nasceu recentemente, pouco antes da pandemia, em um cenário desafiador e dentro de um mercado completamente diferente de, por exemplo, seis ou sete anos atrás. Já compreendendo a necessidade de se adequar às novas tecnologias e acompanhar o crescimento do mercado digital, seus componentes não pensaram duas vezes em abraçar o que as plataformas podiam lhes proporcionar. Sem medo de se arriscar e cientes de que este seria um trabalho de “formiguinha”, hoje o grupo já conquistou o coração de alguns santistas e, inclusive, de pessoas que moram fora da Região.

“Há uma facilidade de lançar seu disco. Por exemplo, você contata uma distribuidora digital e ela te conecta com as plataformas disponíveis, como Deezer, Spotify, Amazon e assim por diante. Seu custo, comparado ao de lançar um disco de forma tradicional, é bem menor, e você consegue se divulgar nas redes sociais através de campanhas que eles criam sobre o lançamento de uma nova música ou álbum”, explica Breno Ayres Chaves Rodrigues, compositor, vocal e contrabaixo da banda “Fizeram a Elza”.

A Associação Brasileira de Música (ABM) realizou um estudo no ano de 2020 onde apontava que, só no país, o Spotify contava com quase 260 mil seguidores, enquanto o Deezer aparecia com quase 80 mil. Fora as demais plataformas. Hoje, após a pandemia, é bem provável que estes números tenham crescido de forma considerável, já que milhões de pessoas passaram a consumir muito mais serviços digitais nos períodos em que ficaram em casa por conta do coronavírus.

“Como a banda é nova estamos iniciando e entendendo o funcionamento destas tecnologias. Em Santos já temos muitas pessoas que gostam do nosso som e que nos seguem e acompanham nas redes sociais, mas já temos gente de fora da Baixada também. Por fazermos um trabalho como nova MPB, ou seja, independente e autoral, vamos, aos poucos, alcançando este público. E essas plataformas nos ajudam muito. Não tem como deixarmos de trabalhar com elas”, conta Rodrigues.

FIZERAM A ELZA.

“Grupo musical santista que bebe da rica fonte rítmica e musical brasileira”. Essa é a descrição que você encontrará nas redes sociais e plataformas digitais do grupo. Composto por seis integrantes, o próprio nome que eles escolheram já chama a atenção e desperta a curiosidade de todo o público que comparece aos seus shows. E Rodrigues explica o que ele significa.

“Trata-se de um dialeto (pajubá) muito utilizado pelo público LGBTQIAP que significa furtar algo; pegar algo indevidamente. Eles se referem a isso como ‘Fizeram a Elza’, e existe essa conexão entre o som que nós fazemos, pois os europeus chegaram ao Brasil fazendo a Elza, pegando nossa madeira, ouro, nossos costumes e até nossa cultura. É um nome que faz uma crítica, também, à escravidão de negros e índios”.

A banda se considera contemporânea e também se inclui como Nova MPB. Com referências ao samba de roda, frevo, carimbó e outros ritmos populares – e até rurais – do Brasil, o grupo tenta conhecê-los ao máximo e incorporá-los em suas melodias. “De certa forma também fazemos a Elza em relação a isso, já que absorvemos e, com muito respeito, criamos misturas desses ritmos em nossas composições. Tocamos, ainda, versões de músicas já conhecidas, mas com a nossa cara. Temos uma percussão (batucada) muito forte”, enfatiza.

Como a maioria das bandas e artistas, o “Fizeram a Elza” almeja voos maiores, como tocar em festivais grandes e estar dialogando com outros públicos.

“Todos da banda, hoje, têm outras profissões, mas é claro que sonhamos em tornar nosso trabalho cada vez maior. Como já foi dito, estamos começando e cada um de nós faz um pouquinho dentro dessa divulgação nas redes, nas plataformas e afins. Traçamos as metas a curto prazo e vamos trabalhando para cumpri-las, sempre com os pés no chão. Nós queremos causar reflexões em quem ouve a nossa música e fazer com que o público veja e sinta a diversidade que há no Brasil através de nós”, finaliza. (Jeferson Marques)



Fonte: Gazeta SP

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