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Assinada ordem de serviço para o BRT Várzea Grande-Cuiabá

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Assinada ordem de serviço para o BRT Várzea Grande-Cuiabá

Governador Mauro Mendes

Expectativa é de entrega em 2,5 anos; Governo vai comprar ônibus elétricos

ADAMO BAZANI

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, assinou nesta terça-feira, 04 de outubro de 2022, a ordem de serviço para a construção de um sistema de ônibus elétricos rápidos em corredores (BRT – Bus Rapid Transit) entre Cuiabá e Várzea Grande.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 26 de agosto de 2022, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou as obras.

O sistema foi designado pela atual gestão para substituir o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), cuja escolha, ainda antes da Copa do Brasil de 2014, ocorreu em meio a suspeitas de fraudes apuradas pela “Operação Descarrilho”, da Polícia Federal. O meio de transportes original já seria um BRT, mas repentinamente mudou para VLT. (veja mais detalhes abaixo).

De acordo com Mauro Mendes, a estimativa é que em 2,5 anos o sistema esteja em funcionamento.

As obras vão custar R$ 468 milhões.

Mendes falou que por ser um regime de contratações diferenciado, a própria construtora elaborou o projeto executivo que nos próximos meses vai ser avaliado pela secretaria de infraestrutura.

Os projetos e as frentes de obras serão aprovados por etapas.

O Governo do Estado também declarou que vai lançar a licitação para a compra dos ônibus elétricos.

Operação Descarrilho:

Em agosto de 2017, a operação “Descarrilho”, da Polícia Federal, revelou esquemas de corrupção no processo licitatório e implantação da obra do VLT.

Com isso, o governador Pedro Taques decidiu rescindir o contrato com o Consórcio VLT-Cuiabá/Várzea Grande, formado pela CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna.

Antes da operação da Polícia Federal, Taques chegou a cogitar o pagamento de R$ 922 milhões para o consórcio retomar as obras.

De acordo com a Polícia Federal, ocorreu um superfaturamento superior a R$ 120 milhões para a compra dos trens, fruto do RDC – Regime Diferenciado de Contratações, que tem regras mais “flexíveis” que as previstas pela “lei de licitações” 8666/93. O RDC foi usado em várias obras para a Copa em diversas partes do país.

No dia 06 de junho de 2019, em segunda instância, o TJMT – Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso contra a rescisão do contrato, movido pelo consórcio da CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte: Diario do Transporte

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