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Apesar de recuo na produção, setor de aço mantém expectativa de crescimento no ano

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Desempenho do setor no primeiro trimestre de 2022 caiu 2,5% em relação ao mesmo período de 2021; ainda é esperada recuperação de 2,2%

Agência Brasil

Por causa da guerra na Ucrânia, somente nos últimos meses, o carvão mineral teve uma valorização de 300%, sendo que ele representa entre 40% e 50% da energia consumida nas indústrias do aço

O Instituto Aço Brasil divulgou nesta semana o desempenho do setor no primeiro trimestre de 2022. A produção de aço bruto no país foi de oito milhões e meio de toneladas, uma queda de 2,5% quando comparado a janeiro e março do ano passado. O recuo não deixa, neste momento, lastros de pessimismo, já que o setor mantém previsões de crescimento de 2,2% para o ano. É o que garante o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Melo Lopes. “Se você olhar o que existe de concessões realizadas, contrato já fechados, o governo fala em R$ 800 bilhões, o que a gente tem, em termos de setor, gás e óleo, existe uma perspectiva de um crescimento gigantesco no que seria energia eólica, o governo fala em implantar 50 Itaipus no mar, existe uma infinidade de alternativas de crescimento que nós estamos aqui olhando para ver como é que isso vai caminhar. E qualquer que seja o crescimento, nós vamos estar preparados para atender”, diz Lopes.

Mesmo com a previsão de crescimento de 2,2% para esse ano, a guerra na Ucrânia preocupa porque tem gerado uma crise energética que afeta diretamente o setor. Caso a previsão seja alcançada, a produção nacional do aço vai representar o volume de cerca 37 milhões de toneladas no ano. Atualmente além dos preços dos principais produtos que abastecem a cadeia do aço, a guerra na Ucrânia contribui para uma crise energética. Somente nos últimos meses, o carvão mineral teve uma valorização de 300%, sendo que ele representa entre 40% e 50% da energia consumida nas indústrias. De acordo com o presidente do Conselho Diretor da entidade, Marcos Faraco, da Gerdau, a indústria investe no mercado interno. Somente neste ano, o Aço Brasil projeto investimentos de R$ 12 bilhões.

“Você tem uma modernização das instalações atuais, nós não estamos falando em aumento de capacidade, mas sim em modernização de instalações atuais. Parte dos investimentos vai para isso. E você tem uma segunda parte dos investimentos ligados também à questão de modernização, mas estão ligados às questões de meio ambiente. Então, toda a parte de investimento para que a gente possa cumprir os objetivos com as questões do meio ambiente e seguir colocando a indústria do aço nacional como um benchmarking mundial, o Brasil hoje é benchmarking mundial, tem uma das indústrias mais competitivas. Então, como é que a gente continua nessa trajetória é o segundo vetor de investimento. E tem um terceiro vetor de investimento de adequação de capacidade para algumas linhas de produto, como tem sido anunciadas. Acho que a gente olhar o setor na parte de planos e na parte de aço galvanizado… a gente tem uma carência de investimentos, mas são investimentos pontuais”, comenta Faraco.

*Com informações do repórter Victor Moraes

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