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Agronegócio: cultivo de feijão reduz 38% nos últimos 46 anos, mas chuvas no sertão animam os agricultores baianos

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Agronegócio: cultivo de feijão reduz 38% nos últimos 46 anos, mas chuvas no sertão animam os agricultores baianos


O cultivo de feijão teve, nos últimos 46 anos, 38% de redução da sua área de cultivo, no Brasil Segundo dados da Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), a área destinada ao cultivo de feijão no brasil caiu de 4,5 milhões de hectares no ciclo 76/77 para 2,8 milhões de hectares na safra 22/23. De acordo com o setor, a área deve diminuir ainda mais nos próximos ciclos.  Um dos motivos é que aquela entidade  tem cobrado mais rigor da qualidade dos grãos e  incentivado a melhoria da produtividade. .

Edimar Dourado Bastos, 53 anos,  é agricultor em  Ibititá, uma pequena cidade no sertão baiano. Ele, que  também é  técnico agrícola, explica que há dois anos a produtividade de feijão por lá tem sido “excelente”, mas  enfatiza que a área de plantação é muito pequena para cobrir os gastos elevados que a produção gera. 

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“Tem dois anos seguidos que as chuvas estão ótimas. Isso não é tão normal para a gente. Porém, a plantada aqui é pequena, se reduziu demais por conta da falta de apoio dos governos, assistência técnica e financiamentos, principalmente para o feijão”, lamenta.

 Em virtude dos problemas enfrentados no cultivo do feijão, em todo o país,  os produtores agrícolas migram, cada vez mais,  para outros tipos de  plantações. Assim como ocorreu com Edimar Bastos, que está agora investindo mais na criação de frangos. Mesmo com a experiência no cultivo de feijão. Ele explica que muitos agricultores da microrregião de Irecê, que já foi considerada no passado “a terra do feijão”, amargaram s prejuízos ao longo dos anos, em virtude das incertezas do clima, com os efeitos da seca.

“A próxima safra de feijão deve ser  excelente. A produção está muito favorável mesmo. Tanto feijão quanto milho. Inclusive a produção de milho este ano tende a bater um recorde como nunca se viu antes, pois depende menos de mão de obra. Os produtores investiram muito., enfatiza Edimar. Lamenta, contudo, que outro problema que enfrentam é a baixa oferta de trabalhadores, lembrando que isso também foi afetado pelo grande número de beneficiários de programas sociais, na região, que muitas vezes  se recusam a trabalhar duro nas lavouras. 

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O economista César Lima explica que, mesmo com uma área de plantação reduzida, o consumidor não deve sentir o preço do feijão alterado nos supermercados, devido à expectativa de estabilidade do PIB no próximo ano. 

“As comodities agrícolas sofreram um aumento significativo nos últimos dois anos por conta da pandemia, mas em 2023 teremos um aumento de no máximo 2,5%”, enfatizou. 
A produção não é atrativa apenas para os produtores, já que os custos da produção são altas pelo risco que as plantações oferecem. 
 


Fonte: Brasil 61

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